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Q3367038 Medicina
Paciente de 53 anos de idade queixa-se de amenorreia há oito meses associada a ondas de calor e sudorese noturna, relatando, ainda, insônia, irritabilidade, labilidade emocional, desânimo e tristeza. Ela também descreve piora progressiva dos sintomas. Não há ocorrência de antecedentes cirúrgicos. A paciente apresenta hipertensão arterial sistêmica (HAS) controlada e IMC = 32 kg/m2 . Sem outras alterações.
A paciente retorna ao consultório 3 meses após o início do tratamento, referindo melhora importante dos sintomas vasomotores, porém, agora, com queixa de ressecamento vaginal.
Assinale a alternativa que representa, de acordo com os estudos atuais, o melhor tratamento para o ressecamento vaginal.
Alternativas

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Comentário da Questão – Tratamento do Ressecamento Vaginal na Menopausa

Tema central: O caso descreve sintomas clássicos do climatério, especialmente o ressecamento vaginal (atrofia vulvovaginal), um dos principais desconfortos geniturinários da pós-menopausa. O manejo atual baseia-se em intervenções hormonais locais e, mais recentemente, em terapias regenerativas, como o laser vaginal.

Justificativa da alternativa correta – Alternativa C: Estrogênio tópico intravaginal mais laser vaginal.

O estrogênio tópico intravaginal é o tratamento padrão para reverter a atrofia do epitélio vaginal, melhorando lubrificação, vascularização e elasticidade, sem causar efeitos sistêmicos significativos. Segundo as “Recomendações para o Diagnóstico e Tratamento das Vaginites” (2023): “O estradiol, os estrogênios equinos conjugados, o estriol e o promestrieno são eficazes na AVV e não conferem risco de efeitos endometriais ou sistêmicos.”

O laser vaginal (CO₂ fracionado) atua estimulando colágeno e renovação tecidual, melhorando hidratação e função mucosa. Revisões sistemáticas recentes sugerem que a associação do estrogênio vaginal ao laser potencializa o efeito, proporcionando melhora mais robusta e sustentada dos sintomas (“Lume/UFRGS”, 2023).

Análise das alternativas incorretas:

A – Testosterona gel intravaginal: Não há indicação para o uso de testosterona no tratamento do ressecamento vaginal. A testosterona pode ser cogitada para disfunção sexual feminina, mas não para atrofia vulvovaginal.

B – Estrogênio tópico intravaginal (isolado): É terapêutica eficaz e amplamente recomendada, mas a combinação com laser apresenta superioridade em casos refratários ou com sintomas importantes, de acordo com evidências mais recentes.

D – Progesterona gel intravaginal: Progesterona tem pouca ou nenhuma função no manejo da atrofia vaginal, sendo reservada para proteção endometrial durante uso de estrogênio sistêmico em mulheres com útero.

E – Hidratante vaginal: Alternativa válida em casos leves ou para pacientes que não desejam ou não podem receber hormônio, porém, mais limitada em eficácia para resolver a atrofia e os sintomas intensos relatados.

Estratégias de prova: Atente-se à atualização dos protocolos e ao contexto da paciente (sintomas moderados/graves, falha ou resposta parcial a tratamentos convencionais). Temas como “combinação de terapias” são cada vez mais presentes em bancas de concursos.

Segundo MSD – Menopausa: “A exceção é a terapia de reposição de estrogênios vaginal em dose muito baixa (...), que pode ser administrada sem um progestágeno.”

Resumo: A combinação de estrogênio tópico vaginal e laser representa, hoje, uma abordagem de excelência para o ressecamento vaginal refratário, com fundamentação científica robusta.

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