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Q2383721 Medicina
Leia o caso a seguir.

Paciente de 67 anos, masculino, hipertenso, tabagista, com uso abusivo de bebidas destiladas, chega ao pronto socorro, acompanhado de familiares, que referiram história de quatro episódios de hematêmese volumosa, ansioso. Ao exame físico há palidez, extremidades frias, com dor durante a palpação em região epigástrica e mesogástrio, com descompressão brusca negativa. Sinais vitais: FC 117 bpm, PA 110X72 mmHg, SATO2 92% em ar ambiente, FR 26 ipm, ECG 15. Nega febre, infecções, cirurgias e internações recentes.

A partir do caso apresentado, o paciente foi prontamente diagnosticado com choque hemorrágico, cuja classe é
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Tema central: Nesta questão, o tema é a classificação do choque hemorrágico segundo o protocolo ATLS. O conhecimento da divisão em classes é essencial para reconhecer o grau de gravidade do sangramento e iniciar a abordagem adequada ao paciente.

Justificativa para a alternativa correta (B - Classe II):

O paciente apresenta quatro episódios de hematêmese volumosa, ansiedade, palidez, extremidades frias, taquicardia (FC 117 bpm), pressão arterial limítrofe (110x72 mmHg), taquipneia leve (FR 26) e pressão de pulso diminuída. Estes são achados típicos da Classe II do choque hemorrágico (perda entre 15% e 30% do volume sanguíneo).

Segundo o ATLS - 10ª edição:

  • FC: entre 100-120 bpm
  • PA sistólica: geralmente normal
  • FR: 20-30 irpm
  • Pressão de pulso: diminuída
  • Estado mental: ansioso

Ou seja, todos estes parâmetros conferem com a Classe II.

Análise das alternativas incorretas:

A) Classe I: Aqui, a perda é menor que 15%, o paciente teria valores vitais normais e ausência de sintomas como taquicardia, ansiedade ou alteração da pressão de pulso. Incompatível com o caso.

C) Classe III: Envolve perda de 30-40% do volume, quadro mais grave, normalmente pressão arterial já baixa e taquicardia mais acentuada (120-140 bpm), além de confusão mental, sintomas ausentes neste paciente.

D) Classe IV: Perda acima de 40%. Paciente apresentaria choque profundo, hipotensão grave, taquicardia > 140 bpm, confusão acentuada ou letargia. O quadro do paciente não é tão avançado.

Dica de prova: Fique atento à sequência clínica progressiva do choque. Muitos concursos tentam confundir candidatos levando-os a superestimar ou subestimar a gravidade. Observe sempre o conjunto de sinais vitais, sintomas neuropsiquiátricos e contexto do sangramento.

Referência: "O choque hemorrágico, conforme classificado no ATLS (10ª edição, p. 74), deve ser suspeitado precocemente diante do padrão clínico, e o tratamento deve ser imediatamente direcionado conforme a classe identificada."

Resumo: Os sinais apresentados correspondem à Classe II do choque hemorrágico. Reconhecer esta classificação salva vidas e é ponto frequente nas provas de concursos para médico!

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A questão apresentada descreve um paciente com múltiplos episódios de hematêmese (vômito com sangue), sinais de palidez e extremidades frias, além de taquicardia (FC 117 bpm) e hipotensão (PA 110x72 mmHg), o que indica uma perda significativa de volume sanguíneo. De acordo com a classificação de choque hemorrágico, o choque é dividido em quatro classes baseadas na quantidade estimada de perda sanguínea e suas manifestações clínicas. A resposta correta é a alternativa B - Classe II. Isso se deve às seguintes razões: - A classe I refere-se a uma perda de volume sanguíneo de até 15%, geralmente sem alterações significativas nos sinais vitais e sem necessidade de transfusão imediata. - A classe II indica uma perda de volume de 15% a 30%, com sinais moderados de hipoperfusão, como taquicardia e alterações na pressão arterial, que estão presentes no caso do paciente. - A classe III envolve uma perda de 30% a 40%, com sinais mais graves de choque e a necessidade de reposição sanguínea urgente. - A classe IV descreve uma situação ainda mais grave, com perda de mais de 40% do volume sanguíneo e sinais extremos de choque, o que geralmente requer medidas de ressuscitação avançadas. Portanto, com base nos sinais vitais do paciente e na ausência de sinais extremos de choque, a classe II é a mais apropriada para a situação descrita, implicando que a perda de sangue é significativa, mas o paciente ainda não chegou a um estado de choque hemorrágico avançado (classes III ou IV).

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