Leia o trecho do texto a seguir: "Se eu, que sou português,...
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Auto Riso
Conheci Vitor no trabalho e logo se tornou um conselheiro para mim. Ele tinha mais experiência e equilibrava suas ações com bom senso. Sempre aprendi muito com ele, tanto pela vivência quanto pela forma descontraída de encarar a vida.
Vitor era português e, ao invés de se incomodar com piadas sobre sua nacionalidade, as usava a seu favor. Durante discussões sobre textos no trabalho, propunha:
— Se eu, que sou português, entender, qualquer um entenderá!
Todos riam, e sua frase se tornou uma marca. Ele acabou se tornando referência para textos bem escritos.
Outro episódio memorável foi uma confraternização da sua turma de faculdade. Empolgado, ele reencontrou os amigos e, no dia seguinte, comentou:
— Descobri que sou antiquado. Fui o único que não trocou de carro... nem de mulher!
Rimos muito. Mas o mais valioso era sua capacidade de rir de si mesmo, sem arrogância. Ele me ensinou que a verdadeira autoconfiança permite ver graça em si, sem medo do julgamento.
"Aquele que não consegue rir de si mesmo, deixa esse trabalho para os outros."
Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado
https://cronicaseagudas.com/2022/03/20/auto-riso/
"Se eu, que sou português, entender, qualquer um entenderá!"
Considerando os vícios de linguagem, analise a construção da frase dita por Vitor e assinale a alternativa correta.
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Comentário da Questão – Vícios de Linguagem
Tema central: A questão aborda o reconhecimento de vícios de linguagem, especificamente pleonasmo vicioso, solecismo e ambiguidade, em uma frase do texto. Esse conteúdo é essencial para o cargo de Fiscal de Obras pelo contato frequente com documentos, relatórios e comunicações oficiais, que exigem clareza e correção linguística.
Justificativa da alternativa correta (A):
A frase “Se eu, que sou português, entender, qualquer um entenderá!” não apresenta vício de linguagem. Segundo Evanildo Bechara e Cunha & Cintra, os vícios de linguagem – como pleonasmo vicioso e solecismo – ocorrem quando há redundância, erro sintático ou duplo sentido involuntário. Na frase analisada:
- Clareza comunicativa: A construção é objetiva: estabelece uma condição (se eu entender) e uma consequência (qualquer um entenderá), típica da estrutura condicional na norma-padrão.
- Intenção humorística: A frase utiliza o humor de maneira proposital, reforçando uma imagem e não gerando ambiguidade ou erro gramatical.
Portanto, conforme os manuais e as principais gramáticas, a alternativa A é a correta.
Análise das alternativas incorretas:
B) Pleonasmo vicioso: Não há repetição desnecessária, pois a consequência (qualquer um entenderá) não é igual à condição estabelecida (eu entender). Pleonasmo vicioso seria, por exemplo, “entrar para dentro”.
C) Solecismo: O verbo “entender” está corretamente conjugado em concordância com o sujeito “eu”. Não há erro de sintaxe, o que afastaria o solecismo.
D) Ambiguidade: A referência de “qualquer um” está clara e não há possibilidade de interpretação dupla, pois se refere a qualquer pessoa, sem ambiguidade.
Estratégia de prova: Fique atento a palavras-chave nas alternativas (como “vício”, “erro sintático”, “ambiguidade”). Questões de vícios de linguagem exigem leitura atenta para não confundir estruturas de efeito humorístico, que podem ser plenamente normativas, com erros efetivos.
Resumo da regra: Pleonasmo vicioso ocorre quando há repetição desnecessária de ideia; solecismo, quando há erro estrutural; ambiguidade, quando há duplo sentido involuntário. Nenhum desses vícios ocorre na frase analisada.
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Comentários
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Nessa ai, eu perdi pro "português".
A propósito o GAB é A.
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