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Q3511402 Medicina
Com relação às opções terapêuticas para a estenose canal lombar, é correto afirmar que: 
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Tema central: Tratamento da estenose do canal lombar (ECL), condição degenerativa que cursa com claudicação neurógena (dor/formigamento em MIs piora em extensão e alívio em flexão). O diagnóstico é clínico e confirmado por ressonância magnética.

Alternativa correta: APacientes com sintomas severos (déficit neurológico progressivo, dor/incapacidade marcantes, síndrome da cauda equina) não costumam se beneficiar de tratamento conservador e são candidatos à descompressão cirúrgica. Ensaios como o SPORT mostraram melhoria clínica superior e sustentada com cirurgia vs tratamento não operatório em ECL sintomática (seguimento até 8 anos). Diretrizes NASS e AANS/CNS recomendam manejo cirúrgico quando há incapacidade significativa persistente ou déficit neurológico. Logo, na prática de prova, “não se beneficiam” = benefício conservador limitado/insuficiente frente à gravidade.

Por que as demais estão incorretas?

B) Embora fisioterapia com exercícios (ênfase em flexão, condicionamento) tenha evidência de alívio funcional, não há prova robusta de superioridade de longo prazo vs osteopatia em ECL. Diretrizes não fazem recomendação comparativa direta; osteopatia carece de evidência consistente. A assertiva extrapola a literatura.

C) Injeções epidurais de anestésico com/sem corticoide podem trazer alívio curto prazo, mas não reduzem a necessidade de cirurgia. NEJM (Friedly 2014) e revisões Cochrane mostram benefício modesto/transitório, sem impacto em taxa futura de operação.

D) A indicação cirúrgica não se baseia em “melhora apenas nos primeiros 4 anos”. Estudos (SPORT) mostram benefício mantido por 4–8 anos. Vincular a decisão a uma janela de 4 anos é enganoso; o critério é gravidade e refratariedade, não um limite temporal.

E) Adicionar instrumentação/fusão rotineira não melhora dor lombar/perna versus descompressão isolada em ECL sem instabilidade e aumenta complicações. Mesmo com espondilolistese degenerativa, estudos (Swedish Spinal Stenosis; SLIP com resultados controversos) não apoiam fusão universal. Diretrizes recomendam fusão apenas quando há instabilidade comprovada.

Conduta em ECL: - Iniciar com conservador: educação, analgesia/anti-inflamatórios, fisioterapia (flexão/fortalecimento), perda de peso; considerar epidural para dor aguda. - Cirurgia (descompressão) quando déficit, claudicação incapacitante refratária ou sinais de síndrome compressiva grave. Fusão apenas se instabilidade.

Pegadinhas e estratégia: - “Sintomas severos” → pense cirurgia. - “Epidural evita cirurgia” → não. - “Fusão para todos” → somente com instabilidade. - “Benefício até 4 anos” → benefício persiste além.

Referências essenciais: NASS Guideline for Degenerative Lumbar Spinal Stenosis (2022); AANS/CNS Guidelines. SPORT Trial (NEJM e Spine; seguimento até 8 anos). Friedly et al., NEJM 2014 (epidural). Försth et al., NEJM 2016 (Swedish Spinal Stenosis). UpToDate: Management of lumbar spinal stenosis.

Gabarito: A

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