Homem de 65 anos, internado em UTI por sepse pulmonar, evolu...

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Q4039354 Medicina
Homem de 65 anos, internado em UTI por sepse pulmonar, evolui com melhora hemodinâmica após as primeiras 48 horas de tratamento. Encontra-se estável, sem sangramento ativo, em ventilação mecânica invasiva, com lactato normalizado. O hemograma revela hemoglobina de 5,7g/dL. Não há história de doença coronariana ativa ou isquemia miocárdica recente. Com base nos princípios atuais da terapia transfusional em pacientes críticos, a conduta mais adequada é:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em paciente crítico adulto estável, sem sangramento ativo e sem isquemia miocárdica aguda, aplica-se estratégia transfusional restritiva, com transfusão abaixo de cerca de 7 g/dL. Como a hemoglobina é de 5,7 g/dL, o gabarito compatível é transfundir concentrado de hemácias.

Tema central: Limiar transfusional na UTI
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Estabilidade hemodinâmica isoladamente não exclui transfusão. O problema central aqui não é choque em curso, e sim anemia grave com Hb de 5,7 g/dL, muito abaixo do limiar restritivo habitual em pacientes críticos estáveis. Tomar estabilidade como motivo para não transfundir contraria o critério transfusional aplicável ao caso.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a conduta compatível com a prática transfusional consolidada para pacientes críticos estáveis: estratégia restritiva, e não liberal. O dado que sustenta a indicação é a Hb de 5,7 g/dL, valor claramente abaixo do limiar usual de transfusão nesse contexto. A estabilidade hemodinâmica e a ausência de sangramento ativo não anulam a indicação quando há anemia grave, e o enunciado ainda afasta doença coronariana ativa ou isquemia miocárdica recente, que poderiam modificar o limiar.
C
Errada
Errada. A alternativa propõe estratégia transfusional liberal com meta de Hb ≥ 10 g/dL, o que não é recomendado rotineiramente em paciente crítico estável sem condição cardiovascular aguda específica. O enunciado não traz síndrome coronariana aguda nem isquemia miocárdica ativa que justificassem afastar a estratégia restritiva.
D
Errada
Errada. Ausência de sangramento ativo não afasta indicação transfusional quando a hemoglobina está em nível de anemia grave. A transfusão não serve apenas para repor perda aguda em curso; neste cenário, a própria Hb de 5,7 g/dL já sustenta a necessidade de transfundir.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre estratégia restritiva e ausência de transfusão: o paciente estar estável e sem sangramento ativo não elimina transfusão quando a Hb está muito abaixo do limiar; ao mesmo tempo, isso não autoriza meta liberal de 10 g/dL.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente crítico estável, sem hemorragia ativa e sem isquemia miocárdica aguda, pense primeiro em estratégia transfusional restritiva.
  • Não use estabilidade hemodinâmica como argumento para ignorar anemia grave; compare a Hb com o limiar transfusional.
  • Ausência de sangramento ativo não exclui transfusão se a hemoglobina estiver claramente abaixo do limiar.
  • Meta rotineira de Hb ≥ 10 g/dL não é a conduta padrão nesse cenário.

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