A reconstrução dos defeitos cirúrgicos durante cirurgias tr...

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Q3511396 Medicina
A reconstrução dos defeitos cirúrgicos durante cirurgias transesfenoidais endoscópicas para lesões selares é fundamental para evitar fístula liquórica e pneumoencéfalo. O grau de extravasamento de líquor e o tamanho do orifício no diafragma selar são utilizados numa classificação que sistematiza a reconstrução.
Um paciente com extravasamento visível de líquor na manobra de Valsalva sem lesão detectável no diafragma selar é classificado em grau:
Alternativas

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Tema central da questão: O cerne da questão está na classificação do grau de fístula liquórica durante cirurgias transesfenoidais endoscópicas para lesões selares, aspecto fundamental para a escolha da técnica reconstrutiva e prevenção de complicações como fístula liquórica e pneumoencéfalo.

Justificativa para a alternativa correta (B – Grau 1): Segundo revisões especializadas e protocolos baseados em artigos científicos, como evidenciado nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria, a classificação do extravasamento de líquor durante esse tipo de cirurgia segue critérios objetivos:

  • Grau 0: Sem extravasamento de líquor.
  • Grau 1: Extravasamento visível de líquor apenas com manobra de Valsalva, sem lesão evidente no diafragma selar. (Situação do enunciado)
  • Grau 2: Extravasamento contínuo com pequeno defeito no diafragma selar.
  • Grau 3: Extravasamento contínuo com grande defeito no diafragma selar.
  • Grau 4: Extravasamento massivo com destruição extensa do diafragma selar.

Dessa forma, como o relato do enunciado envolve apenas extravasamento durante Valsalva, sem lesão aparente, isso caracteriza grau 1.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Grau 0: Incorreta, pois grau 0 implica ausência de extravasamento detectável mesmo em manobras.
  • C) Grau 2: Incorreta, corresponde ao extravasamento contínuo com pequeno defeito anatômico visível.
  • D) Grau 3: Errada, envolve extravasamento contínuo com grande defeito no diafragma.
  • E) Grau 4: Inadequada, essa alternativa traduz casos mais graves, de extensa destruição selar e extravasamento maciço.

Dica de prova: Fique atento a palavras-chave no enunciado, como “manobra de Valsalva” e “sem lesão detectável”. São detalhes que diferenciam grau 1 dos demais. Muitas vezes, questões trazem pegadinhas, confundindo contínuo com intermitente ou relacionando lesão anatômica a graus menores.

Protocolo e conduta: A reconstrução do sítio cirúrgico é fundamental para evitar complicações infecciosas e neurológicas. Segundo revisão sistemática do UpToDate (2023), a escolha do método (enxerto, cola biológica, retalho) deve ser individualizada com base no grau de fístula.

Resumo: Extravasamento só na Valsalva, sem lesão anatômica, é grau 1. Classificações são essenciais para conduta e prognóstico, além de serem tema frequente de prova.

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