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Q3511390 Medicina
No que se refere ao tratamento das malformações cavernosas (cavernomas) cerebrais, é correto afirmar que: 
Alternativas

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Tema central: O assunto desta questão é o tratamento cirúrgico das malformações cavernosas cerebrais (cavernomas), incluindo indicações, momentos oportunos e cuidados no manejo perioperatório.

Contextualização clínica: Cavernomas são malformações vasculares compostas por canais vasculares anormais, frequentemente localizadas no parênquima cerebral. Seu manejo depende de fatores como localização, sintomas e risco de sangramento.

Justificativa da alternativa correta (E): Segundo as diretrizes da Angioma Alliance (Neurosurgery, 2017): “Pacientes com sintomas leves ou não progressivos devem ser operados em 5-15 dias após a hemorragia para liquefazer o hematoma.” O período de 5 a 15 dias pós-hemorragia permite que o hematoma se torne mais líquido, facilitando a remoção cirúrgica e diminuindo riscos de lesão ao tecido cerebral adjacente. Isso otimiza o resultado cirúrgico especialmente em cavernomas sintomáticos, evitando abordagem imediata, que pode ser tecnicamente mais difícil e aumenta o risco de complicações.

Análise das alternativas incorretas:

A) Pacientes assintomáticos não devem ser operados rotineiramente: o risco cirúrgico pode superar o potencial benefício, exceto em casos selecionados (UpToDate; diretrizes internacionais).

B) Lesões em áreas eloquentes/tronco: cirurgia não é indicada de rotina após o primeiro sangramento. Geralmente o manejo é conservador pelo alto risco de déficits neurológicos graves.

C) O halo de hemossiderina representa depósito de sangue antigo, não devendo ser obrigatoriamente removido para controle de epilepsia. O alvo da cirurgia são o cavernoma e a zona epileptogênica periférica se necessário.

D) Anomalias venosas associadas nunca devem ser coaguladas durante ressecção, pois são vias alternativas de drenagem: sua lesão pode causar infarto venoso devastador.

Dicas para provas: Fique atento a pegadinhas como “sempre”, “nunca”, e abordagens intervencionistas excessivas para assintomáticos. Ler atentamente situações clínicas e reconhecer contraindicações cirúrgicas é diferencial!

Resumo: A alternativa E está correta, conforme recomendações oficiais e evidências atuais. A abordagem deve ser cuidadosamente individualizada, sempre respeitando protocolos clínicos seguros.
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Observação ConservadoraIndicada para MAVC pequenas, assintomáticas e de baixo risco de ruptura (ex.: <3 cm, sem hemorragia prévia), com monitoramento por ressonância e angiografia periódica.�� Evita riscos de intervenções em casos estáveis.�

Embolização EndovascularProcedimento minimamente invasivo injeta cola ou partículas via cateter para ocluir o nidus; usada sozinha em MAVC pequenas ou como pré-operatória para reduzir fluxo sanguíneo.��� Equipe multidisciplinar é essencial; eficaz em 70-90% para redução de tamanho.�

MicrocirurgiaRessecção completa do nidus via craniectomia e microscópio, ideal para MAVC superficiais e acessíveis; oferece cura imediata em até 95% dos casos selecionados.��� Embolização prévia facilita; recuperação varia de dias a semanas.

Radiocirurgia EstereotáxicaRadiação focada (Gamma Knife) cicatriza vasos em 2-3 anos; não invasiva, para MAVC pequenas (<3 cm) ou profundas.��� Sucesso em 70-90% a longo prazo, mas demora ação; contraindicada pós-hemorragia recente.�Abordagem MultimodalCombina embolização, cirurgia e radiocirurgia para MAVC complexas/grandes; otimiza exclusão completa da circulação, reduzindo re-ruptura para <5%.��� Decisão individualizada por neurocirurgião endovascular.�

Malformações arteriovenosas cerebrais (MAVC) devem ser abordadas cirurgicamente em situações de alto risco de complicações, priorizando ressecção microcirúrgica quando viável.��Após Hemorragia PréviaIndicação principal: MAVC com sangramento cerebral documentado, devido ao risco elevado de re-ruptura (até 6-18% ao ano inicialmente), necessitando remoção urgente do nidus para prevenção.���MAVC Sintomáticas AcessíveisSintomas como convulsões refratárias, déficits neurológicos progressivos (fraqueza, dormência) ou cefaleias graves justificam cirurgia em lesões Grau I-II (Spetzler-Martin), superficiais e <3 cm, com cura em >90%.

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