O paradigma neurológico, oncológico, mecânico e sistêmico (...

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Q3511386 Medicina
O paradigma neurológico, oncológico, mecânico e sistêmico (NOMS) para síndrome de compressão medular neoplásica epidural facilita a seleção de pacientes para o tratamento mais adequado.
Em um paciente apresentando compressão medular de alto grau, com ou sem mielopatia por um tumor radiossensível (por exemplo, mieloma múltiplo), a conduta recomendada é: 
Alternativas

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Tema central: seleção de tratamento na compressão medular epidural neoplásica pelo paradigma NOMS (Neurológico, Oncológico, Mecânico, Sistêmico). A peça-chave do enunciado é o tumor radiossensível (ex.: mieloma múltiplo).

Alternativa correta: A — radioterapia convencional

Justificativa (NOMS aplicado):

- Oncológico: Histologias radiossensíveis (mieloma, linfoma, germinomas) respondem rapidamente à radioterapia externa convencional (cEBRT), com alta taxa de recuperação neurológica e controle da dor.

- Neurológico: Mesmo em compressão de alto grau, a cEBRT é apropriada quando se busca descompressão funcional rápida sem exceder limites de dose da medula.

- Mecânico: Na ausência de instabilidade (SINS baixo), a cirurgia não é prioritária.

- Sistêmico: Evita morbidade cirúrgica desnecessária em doentes com neoplasia sistêmica.

Conduta prática: iniciar dexametasona imediata, RM da coluna e cEBRT urgente (p. ex., 20 Gy/5 frações ou 30 Gy/10). Fontes: UpToDate; NCCN CNS Cancers – Spinal Cord Compression; Laufer et al., NOMS Framework (Spine, 2013); Harrison’s.

Análise das alternativas incorretas:

B) Radiocirurgia: Não é primeira escolha em alto grau epidural, pois a proximidade do cordão limita dose ablativa segura. SRS é preferida em radioresistentes ou após “separation surgery”.

C) Laminectomia descompressiva: Isolada é insuficiente na maioria dos casos, pois a compressão costuma ser ventral (corpo vertebral). Pode piorar a estabilidade. Evidências históricas mostraram piores desfechos que descompressão circunferencial com estabilização.

D) Laminectomia + artrodese posterolateral (2 acima/2 abaixo): Cirurgia extensa reservada quando há instabilidade mecânica ou histologia radioresistente. Para tumores radiossensíveis, a cEBRT controla rapidamente sem a morbidade cirúrgica. Além disso, não aborda bem a compressão ventral.

E) Laminectomia + artrodese + vertebroplastia: Vertebroplastia é para dor e suporte, não descomprime canal; há risco de extravasamento de cimento em defeito da parede posterior/compressão epidural. Não é rotina em cenário radiossensível sem instabilidade.

Pegadinha: “Alto grau” pode sugerir cirurgia, mas a palavra-chave é radiossensível. Se o enunciado não fala em instabilidade ou falha prévia de RT, o NOMS favorece radioterapia convencional.

Dicas de prova: Leia por “radiossensível vs radioresistente”, “instabilidade (SINS)”, “estado sistêmico”. Associe: mieloma/linfoma → cEBRT + corticoide.

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