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Q901573 Medicina
Um menino de dez anos de idade, com membro superior esquerdo amputado devido a osteossarcoma no um terço médio do úmero esquerdo, apresentava metástase pulmonar. Foi admitido na terapia intensiva após a ressecção dos nódulos pulmonares em uso de dreno de tórax. Respira espontaneamente em oxigenoterapia por máscara do tipo Venturi com FIO2 40% e SpO2 96%. Relata dor à inspiração profunda com pontuação de seis pela escala visual de dor.

Considerando esse caso clínico, julgue o item subsequente.


As técnicas manuais de desobstrução brônquica, vibrocompressão e tapotagem serão contraindicadas para o caso.

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Tema central da questão: A questão avalia o conhecimento sobre as indicações e contraindicações das técnicas fisioterapêuticas de desobstrução brônquica (como vibrocompressão e tapotagem) no pós-operatório de ressecção pulmonar em paciente pediátrico oncológico, considerando a presença de dreno de tórax e dor à inspiração profunda.

Análise do caso clínico: O paciente está em pós-operatório de cirurgia torácica, com ressecção de nódulos pulmonares e uso de dreno. Encontra-se estável em oxigenoterapia (SpO2 de 96% com FiO2 40%), apresentando dor moderada na inspiração profunda, indicando a necessidade de cuidados específicos no manuseio fisioterapêutico, porém sem contraindicações absolutas para técnicas manuais.

Justificativa para a alternativa correta – E (Errado):
A afirmação de que as técnicas manuais de desobstrução brônquica (como vibrocompressão e tapotagem) seriam contraindicadas nesse cenário é incorreta.

Segundo a literatura e protocolos atualizados em fisioterapia respiratória (ex: "Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) – Fisioterapia Respiratória"), as manobras manuais são indicadas no pós-operatório de cirurgias pulmonares quando há risco ou presença de acúmulo de secreção, sendo importantes na prevenção de atelectasias e infecções respiratórias.

Conforme publicação na "Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular":
“A fisioterapia respiratória no pós-operatório é eficaz na reversão da disfunção pulmonar e na prevenção de complicações.”

Mesmo havendo dor, as técnicas podem ser adaptadas quanto à intensidade e local de aplicação, nunca sendo contraindicadas apenas pela presença do dreno ou relato de dor (desde que não haja instabilidade clínica ou contraindicação formal, como fratura instável de costela ou desconforto intolerável).

Por que a alternativa ‘Certo’ está errada?

A alternativa ‘Certo’ afastaria do uso terapêutico seguro, podendo aumentar o risco de complicações respiratórias. Somente complicações como pneumotórax não drenado, drenos mal posicionados, instabilidade hemodinâmica grave ou dor incapacitante são contraindicações absolutas. Neste caso, nada no quadro impede as manobras com os devidos cuidados.

Dica de leitura e interpretação em concursos: Atenção aos termos taxativos! Palavras como “serão contraindicadas” exigem análise criteriosa: a maioria das técnicas fisioterapêuticas tem contraindicações relativas e absolutas, e dor ou dreno, isoladamente, não tornam as manobras proibidas.

Resumo final: As técnicas de vibrocompressão e tapotagem não estão contraindicadas no caso descrito; fazem parte do arsenal terapêutico seguro e indicado, desde que aplicadas com cautela.

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O item está correto. As técnicas manuais de desobstrução brônquica, como vibrocompressão e tapotagem, são geralmente utilizadas para auxiliar na remoção de secreções dos pulmões. No entanto, nesse caso, o paciente acabou de passar por uma ressecção de nódulos pulmonares e está com um dreno de tórax, o que torna essas técnicas contraindicadas. O uso dessas técnicas pode causar desconforto, dor e possivelmente comprometer a cicatrização, levando a complicações como a desestabilização do dreno de tórax e a reabertura da ferida cirúrgica. Além disso, o paciente já relata dor na inspiração profunda, o que indica que é necessário evitar qualquer procedimento que possa aumentar essa dor.

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