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Q3511374 Medicina
Mulher de 28 anos procura atendimento na neurologia por estar com dor ocular intensa e visão dupla há três dias, que evoluiu para ptose palpebral à direita. O exame demonstra paralisia dos movimentos oculares (medial, superior, inferior) e anisocoria com pupila midriática à direita. Relata crises de enxaqueca desde a adolescência e dois episódios de dor ocular com ptose palpebral nos últimos dois anos. No último episódio, realizou TC de crânio (normal) e angiografia cerebral (normal). O neurologista indicou um determinado medicamento. Uma semana após iniciá-lo, a paciente estava assintomática e seu exame neurológico estava normal.
O medicamento prescrito foi:
Alternativas

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Tema central: Esta questão trata de um quadro clínico típico de paralisia do III par craniano (nervo oculomotor), com dor ocular intensa, ptose palpebral, midríase e paralisia ocular. O histórico de recorrência dos sintomas, associado à normalidade nos exames de imagem, favorece a hipótese de origem inflamatória ou idiopática, também conhecida como oftalmoplegia recorrente (ou oftalmoplegia migranosa).

Justificativa da alternativa correta (C – prednisona oral): O emprego de corticosteróides, como a prednisona, é respaldado por evidências e prática clínica em quadros de neuropatia craniana inflamatória. A ação anti-inflamatória diminui edema e compressão nervosa, acelerando a recuperação. Segundo UpToDate e revisões recentes, corticoides são as medicações de escolha nesses casos, especialmente quando o início é agudo, há dor associada e outros diagnósticos graves foram excluídos por imagem.

Ponto-chave de interpretação: A melhora completa após corticoide é um grande indicativo de etiologia inflamatória reversível.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Carbamazepina: Indicação clássica para neuralgia do trigêmeo; não é eficaz em paralisias de nervos cranianos motoras.
  • B) Codeína: Analgésico opioide; apenas mascararia a dor, sem agir na causa do quadro.
  • D) Pregabalina: Útil em dor neuropática crônica, mas não reverte processos inflamatórios agudos como esse.
  • E) Brometo de piridostigmina: Usado em miastenia gravis (doença da junção neuromuscular); não faz sentido nesse contexto de paralisia oculomotora associada à dor e à resposta a corticoide.

Estrategicamente, repare que o enunciado dá pistas-chave como recorrência, melhora total após corticoide e imagens normais. Isso elimina causas compressivas, infecciosas ou vasculares graves e reorienta o raciocínio para doença inflamatória idiopática.

Referências clínicas: Conforme o Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed., capítulo Distúrbios dos nervos cranianos), a corticoterapia deve ser considerada em neuropatias cranianas inflamatórias, principalmente quando exclusas causas estruturais (p. 3523).

Resumo final: Diante do quadro e exclusão de outras causas, a prednisona oral é a escolha respaldada pela boa prática clínica moderna.

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