Sobre o que pode influenciar em um estudo de densitometria ó...
Sobre o que pode influenciar em um estudo de densitometria óssea, analise as afirmativas abaixo.
I. A espessura da área analisada.
II. Presença de outras fontes de radiação no ambiente onde está instalado o densitômetro.
III. Exames recentes realizados pelo paciente com uso de radioisótopos.
IV. Alterações de peso do paciente entre exames.
Estão corretas as afirmativas:
Gabarito comentado
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Gabarito: E (I, II, III e IV)
Tema central: A densitometria óssea avalia a densidade mineral dos ossos por meio de absorciometria por dupla energia de raios X (DXA), sendo essencial para diagnosticar osteopenia ou osteoporose. A precisão desse exame pode ser alterada por variáveis técnicas, ambientais e do próprio paciente.
Comentário sobre cada afirmativa:
I. Espessura da área analisada: Quanto maior a espessura do osso avaliado, maior será o resultado aparente da densidade óssea, pois o aparelho calcula gramas por centímetro quadrado (g/cm²). Por isso, comparações devem sempre ser feitas na mesma região anatômica e com posição padronizada (UpToDate: “DXA results may be affected by bone size and thickness.”).
II. Presença de outras fontes de radiação: Interferências ambientais, como equipamentos que emitem radiação próximos ao densitômetro, podem prejudicar a qualidade da imagem e alterar a mensuração da densidade. Isso compromete a confiança na interpretação dos resultados.
III. Exames com radioisótopos: Segundo consensos, exames de medicina nuclear (ex.: cintilografia) podem deixar resíduos radioativos temporários, elevando falso-positivos ou distorcendo a leitura da absorciometria. Recomenda-se intervalo mínimo de 1 semana após exames com radioisótopos antes da realização do DXA.
IV. Alterações de peso entre exames: Variações importantes de peso (perda ou ganho) impactam diretamente nos resultados, pois alteram a carga mecânica sobre o esqueleto e também a distribuição dos tecidos, influenciando a atenuação dos raios-X e, consequentemente, a leitura do aparelho (Porto, Tratado de Clínica Médica, 9ª Ed.).
Análise crítica das alternativas incorretas: Não estão corretas as alternativas que consideram apenas I, II, III ou IV. Todas as afirmativas representam fatores reconhecidos que interferem na realização e interpretação da densitometria óssea. O examinador pode tentar confundir o candidato ao citar apenas aspectos técnicos (como espessura) ou fatores externos, mas é importante ter uma abordagem global e considerar os fatores técnicos, ambientais e fisiológicos do paciente (pegadinhas comuns em provas).
Diretriz de apoio: Como aponta a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), “a variabilidade técnica, as condições ambientais e o perfil clínico do paciente devem ser controlados ao máximo para garantir a acurácia da densitometria óssea.” (Manual FEBRASGO de densitometria, p. 37).
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