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A respiração glossofaríngea deve ser instituída e pode ser um
recurso para otimizar a tosse.
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Tema central da questão: A questão aborda o manejo fisioterapêutico das complicações respiratórias associadas à Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), com ênfase no uso da respiração glossofaríngea como técnica auxiliar.
Justificativa da alternativa correta (C – certo):
A respiração glossofaríngea consiste no “engolir” repetido de pequenas quantidades de ar usando a língua e músculos da faringe para insuflar mais ar nos pulmões, mesmo havendo fraqueza muscular inspiratória severa. É chamada, popularmente, de “respiração de sapo”.
Em pacientes com DMD e capacidade vital severamente reduzida (como o caso descrito, 14% do previsto), a inspiração máxima fica comprometida, dificultando uma tosse eficaz, o que favorece infecções respiratórias. Segundo a literatura especializada, como Harrison’s Principles of Internal Medicine (21ª ed., p. 3389) e protocolos internacionais (ex: UpToDate, tópico “Respiratory management of the patient with Duchenne muscular dystrophy”), a respiração glossofaríngea pode ser instituída para auxiliar na insuflação pulmonar e otimizar a tosse.
Estudos mostram que, nesses casos, o uso desta técnica:
- Aumenta o volume pulmonar disponível para a tosse, favorecendo a eliminação de secreções;
- Reduz o risco de infecções respiratórias ao evitar retenção de secreções;
- Contribui para a qualidade de vida do paciente e pode postergar complicações graves.
Portanto, a alternativa “C” está correta, de acordo com diretrizes e evidências clínicas atuais.
Análise da alternativa incorreta (E – errado):
Afirmar que a técnica não deve ser instituída contraria o consenso atual sobre o manejo respiratório na DMD grave. Descartar esse recurso significa abrir mão de uma ferramenta importante para otimizar a tosse nesses pacientes, o que não condiz com a boa prática fisioterapêutica.
Pontos de atenção na interpretação:
- A questão destaca capacidade vital muito baixa e hipoventilação – dois marcadores clássicos para indicação da técnica.
- Cuidado com a palavra “deve”: ela indica indicação formal nos casos descritos, e não uso facultativo.
Diretrizes e evidências:
— Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.: “Em pacientes com fraqueza muscular grave, técnicas como a respiração glossofaríngea (…) podem ampliar volumes pulmonares e melhorar a tosse.”
— UpToDate: “Glossopharyngeal breathing should be considered in noninvasive management of advanced Duchenne muscular dystrophy.”
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