Analise o emprego da letra maiúscula nos vocábulos a seguir...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3768259 Português

Brasil tem 34 mil crianças e adolescentes de até 14 anos vivendo em uniões conjugais, mostra Censo


Casamento civil com menores de 16 anos é proibido no Brasil. IBGE diz que o Censo solicita certidões ou documentos para comprovar a união cunjugal.


Por Bianca Muniz - São Paulo

05/11/2025 10h00 - Atulizado a 21 minutos



    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta quarta-feira (5) retratam que mais de 34 mil pessoas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal no Brasil. Os dados fazem parte do questionário da amostra do Censo 2022, sobre nupcialidade e estrutura familiar. Desse grupo, quase oito em cada dez (77%) são mulheres.


    O IBGE ressalta que os números se baseiam nas informações fornecidas pelos próprios moradorese não representam uma comprovação legal das uniões. Segundo o instituto, as respostas podem refletir percepções pessoais e incluir interpretações equivocadas ou erros de preenchimento.


    Conforme o Censo, das pessoas entre 10 e 14 anos que viviam em algum tipo de união, 7% estão casadas no civil e no religioso, 4,9% só no civil e 1,5% s ó no religioso. O restante da amostra, 87%, viviam em algum outro tipo de união consensual.


    A legislação brasileira proíbe o casamento civil entre menores de 16 anos, salvo em situações excepcionais autorizadas pela Justiça. Contudo, o IBGE destaca que não é sua função verificar a legalidade dessas relações, já que o Censo não solicita certidões ou documentos.


    “A coleta é baseada unicamente na declaração do informante”, ressalta Marcio Mitsuo Minamiguchi, da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do instituto.


    Luciene Aparecida Longo, técnica do IBGE, explica que o conceito de “união consensual” adotado pelo Censo não exige comprovação documental.


    “A resposta depende de quem declara. Uma pessoa pode se considerar em união, enquanto a outra se vê como namorada, por exemplo”, afirma.


    Ela reforça que o IBGE questiona sobre uniões a partir de dez anos por entender que isso também faz parte da realidade brasileira, embora não seja permitido.


    “ O IBGE quer o retrato do país e não somente o que é legal ou não, justamente para identificar onde há questões onde as políticas públicas podem atuar para mitigar ou eliminar o que não está na conformidade” - Luciene Aparecida Longo, do IBGE.


    O levantamento também mostrou a composição desse grupo de acordo com cor e raça declarada e estados. A maioria é formada por pessoas pardas (20.414 crianças e adolescentes), seguido por brancas (10.009), pretas (3.246), indígenas (483) e amarelas (51). Além disso, o estado com maior número de crianças e adolescentes que viviam em uma união conjugal é São Paulo.


Disponível em: https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2025/11/05/pessoas-ate-14-anos-uniao-conjugal-censo.ghtml. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

Analise o emprego da letra maiúscula nos vocábulos a seguir e indique a que apresenta justificativa coerente. 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Assunto central: Ortografia – uso de letras maiúsculas

O tema cobrado é o emprego correto de letras maiúsculas, fundamental para quem presta concursos. Essa regra está detalhada em gramáticas como as de Bechara e Cunha & Cintra, e também no Manual de Redação da Presidência da República: a letra maiúscula identifica nomes próprios, siglas e as principais palavras dos nomes oficiais de instituições.

Alternativa correta: A) IBGE – Representação de uma sigla.

Justificativa: "IBGE" é uma sigla, formada pelas iniciais de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo a regra da ortografia, siglas com até quatro letras são escritas com todas as letras maiúsculas (exemplo: ONU, USP, INPE). Portanto, o uso da maiúscula se aplica perfeitamente, diferentemente do que ocorre em nomes comuns.

Análise das alternativas incorretas:

B) "Marcio Mitsuo Minamiguchi" é um nome próprio composto (nome + sobrenome), não um “substantivo simples”. Cada elemento começa com maiúscula, mas a justificativa está errada: nome de pessoa não é substantivo simples; é próprio.

C) "Censo" só deve iniciar com maiúscula se for usado como nome próprio específico (exemplo: “Censo 2022”). No texto, aparece isoladamente, sendo substantivo comum. Assim, não há justificativa em citar "Censo Escolar", pois esta não é a situação apresentada.

D) "Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística": não é verdade que cada palavra é um substantivo próprio. A regra é que todos os termos principais do nome de uma instituição vão com maiúscula, mas nem todos são substantivos próprios. Isso é uma pegadinha comum em provas!

E) "São Paulo" é nome próprio de localidade, não substantivo comum. O correto seria: “nome próprio que designa uma localização”. Justificativa inadequada.

Recomendo sempre atentar ao tipo de palavra (nome próprio, comum, sigla) e à regra de uso da maiúscula. Pegadinhas como “substantivo simples” ou “comum” são muito exploradas em provas!

Conclusão: Em situações de siglas, lembre: todas as letras maiúsculas quando a sigla tiver até quatro letras.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A alternativa D apresenta a justificativa coerente: em nomes oficiais de instituições, cada palavra é considerada substantivo próprio e deve ser grafada com inicial maiúscula.

O gabarito oficial, deu a alternativa A

IBGE – Representação de uma sigla ( que estaria correto )

ou seja, existe duas opções corretas.

D — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – Cada uma das palavras representa um substantivo próprio.

❌ Incorreto.

Nem todas as palavras são substantivos próprios.

O nome é próprio como conjunto, mas “de” e “e” não são substantivos.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo