Criança de 01 ano e sete meses apresentando urina fétida e ...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão trata do manejo da infecção urinária em pediatria, especialmente sobre o momento correto para prescrição da profilaxia antibiótica em crianças.
Justificativa da alternativa correta (C):
Após o diagnóstico e durante o tratamento do episódio agudo de infecção urinária, não se deve iniciar a profilaxia concomitantemente ao antibiótico de escolha. O protocolo recomenda que a profilaxia, caso indicada (por exemplo, diante de recorrência ou anomalias anatômicas), só deve ser considerada após o término do tratamento do episódio agudo. Isso previne confusões diagnósticas, evita resistência bacteriana desnecessária e permite monitorar melhor a resposta clínica.
Segundo o Consenso Brasileiro de Infecção Urinária – SBP/2019, p. 10: “A profilaxia antibiótica só deve iniciar-se após o término do antibiótico utilizado para tratar o episódio agudo.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Segundo episódio confirmado: Embora a recorrência possa indicar necessidade de profilaxia, o critério principal não é o número de episódios, mas a presença de fatores de risco e avaliação individualizada. A conduta depende da investigação etiológica e risco de lesão renal.
B) Evidência de anormalidade anatômica: Embora achados como refluxo vesicoureteral (RVU) ou outras anomalias possam indicar profilaxia, ela deve sempre ser implementada após completar o tratamento do episódio em curso, nunca durante.
D) Realização de cintilografia renal com DMSA: O exame pode demonstrar lesão renal, mas não é uma condição necessária ou suficiente para início de profilaxia. Sua principal função é avaliar dano renal pós-infecção.
Estratégia de Prova: Atenção a palavras-chave como “após” e “durante”, que delimitam o momento da intervenção, e a pegadinha de antecipar a profilaxia antes de finalizar o antibiótico do episódio agudo – o que é contraindicado.
Protocolos e evidências:
Além da SBP, o PCDT Infecção do Trato Urinário – Ministério da Saúde, pág. 33 reforça:
“A profilaxia antibiótica não deve ser prescrita até o término do antibiótico do tratamento agudo.”
Resumo clínico: Sempre trate primeiro o episódio atual até alta clínica, só então considere profilaxia, baseada no risco da criança, nunca como conduta imediata ao diagnóstico inicial de infecção urinária.
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