As aspas foram empregadas em vários fragmentos do texto. So...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3768255 Português

Na era da IA e manipulação de imagens, ver já não é acreditar


Deepfakes e edições hiper-realistas feitas por IA desafiam a segurança, a política e o jornalismo, criando novas ameaças à confiança pública e aos direitos individuais.


    Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a especialistas para se tornar acessível a qualquer pessoa com um celular e conexão à internet. Entre os campos mais impactados por essa democratização, está a manipulação de imagens, agora capaz de produzir conteúdos hiper-realistas que desafiam até os olhos mais atentos.


    O fenômeno, que envolve desde simples retoques até deepfakes extremamente convincentes, acende alertas em áreas como segurança digital, política, jornalismo, padrões de beleza e direitos autorais.


    Para Gustavo Zaniboni, fundador da Ananque, o principal fator que agrava os riscos hoje não é necessariamente a mudança na natureza das ameaças, mas sim na facilidade com que elas podem ser executadas.


    “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem. Uma vez que as ferramentas para ataques envolvendo imagens ‘fakes’ estão disponíveis agora para pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia”, alerta.


    Ferramentas de baixo custo, ou mesmo gratuitas, permitem que qualquer usuário crie ou altere imagens com alto grau de realismo. Isso sem que seja necessário ter experiência em softwares avançados. Esse acesso democratizado, segundo Gustavo, amplia o alcance de golpes de extorsão, fraudes em sistemas de autenticação e manipulação da opinião pública.


    Ele alerta que não se trata apenas de criar imagens do zero, mas também de realizar pequenas alterações com potencial de gerar impacto significativo. “Colocar uma garrafa de bebida alcoólica na mão de uma pessoa que diz não beber é muito simples. E isso pode ser usado para manipular a opinião pública, por exemplo”, comenta.


    O avanço das IA’s também coloca em xeque a capacidade de diferenciação entre o real e o sintético. Gustavo destaca que, para humanos, o risco de engano cresce em situações de estresse ou baixa atenção, como no caso de idosos recebendo imagens falsas de familiares em perigo. Já para sistemas automáticos, o perigo está na ausência de camadas adicionais de verificação.


    “Sistemas de reconhecimento facial que podem ser manipulados com injeção de imagens já não deveriam existir, assim como outras tecnologias de segurança. Qualquer sistema de segurança deve operar em camadas, e se algum deles não faz isso, o sistema em si é ruim. Então, sistemas ‘ruins’ de segurança podem ser manipulados. Mas esses tipos de ataques são conhecidos faz 40 anos”, explica.


    Michael San Martim, fundador da DataSpoc, reforça que a detecção de deepfakes é um desafio técnico contínuo. “Um deepfake é uma mídia sintética criada por Inteligência Artificial para imitar com alto realismo a aparência ou a voz de uma pessoa real – como se fosse uma fantasia digital extremamente convincente”, comenta. “Detectar deepfakes é como jogar esconde-esconde com um adversário que muda constantemente de disfarce.”


    Ele explica que sua empresa desenvolve o GenbyAI, uma tecnologia que funciona como “detetive digital”, examinando milhares de elementos invisíveis a olho nu, como iluminação, ruído, padrões estruturais e reflexos, para identificar inconsistências.


Disponível em: https://consumidormoderno.com.br/ ia-manipulacao-imagens-acreditar/. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

As aspas foram empregadas em vários fragmentos do texto. Sobre o emprego desta pontuação, julgue as alternativas e aponte a correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: A questão aborda o uso das aspas no texto, um caso típico de pontuação na Língua Portuguesa, fundamental para interpretação correta e atribuição de sentido ao que é destacado ou citado.

Justificativa da alternativa correta (B):
As aspas duplas, em todas as ocorrências do texto, delimitam falas diretas dos entrevistados. Isso está de acordo com a norma-padrão, segundo a qual aspas servem para transcrever, literalmente, o discurso de outra pessoa. Por exemplo, veja: “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem.” Todas as falas citadas no texto seguem este padrão.

Os principais autores de referência, como Evanildo Bechara e Cunha & Cintra, ensinam que as aspas são usadas principalmente para citações diretas (fala de outro personagem ou pessoa), para assinalar parte de textos de outros autores, termos específicos, gírias, neologismos ou estrangeirismos — este último, não foi o caso predominante neste texto.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Nem todas as aspas são para enfatizar palavras estrangeiras; de fato, em “deepfakes” e “fakes”, os termos aparecem às vezes sem aspas e, quando aparecem, o objetivo é citar fala, não destacar o estrangeirismo.

C) Errada. As aspas não foram usadas para destacar termos tecnológicos. No texto, termos como deepfake muitas vezes aparecem em itálico.

D) Errada. Não há aspas destacando estrangeirismos no início do texto; desde o início, as aspas delimitaram falas diretas.

E) Errada. Não existem aspas simples para termos de tecnologia no 4º parágrafo — apenas aspas duplas nas citações de fala.

Dicas para provas: Sempre leia com atenção a função dos sinais de pontuação no texto. Quando palavras estão entre aspas, observe se são citações, termos destacados ou estrangeirismos, e confira se o texto utiliza aspas ou recursos como itálico.

Portanto, a alternativa B está correta: as aspas duplas, em todo o texto, servem para marcar as falas diretas dos entrevistados, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo