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Na era da IA e manipulação de imagens, ver já não é acreditar


Deepfakes e edições hiper-realistas feitas por IA desafiam a segurança, a política e o jornalismo, criando novas ameaças à confiança pública e aos direitos individuais.


    Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a especialistas para se tornar acessível a qualquer pessoa com um celular e conexão à internet. Entre os campos mais impactados por essa democratização, está a manipulação de imagens, agora capaz de produzir conteúdos hiper-realistas que desafiam até os olhos mais atentos.


    O fenômeno, que envolve desde simples retoques até deepfakes extremamente convincentes, acende alertas em áreas como segurança digital, política, jornalismo, padrões de beleza e direitos autorais.


    Para Gustavo Zaniboni, fundador da Ananque, o principal fator que agrava os riscos hoje não é necessariamente a mudança na natureza das ameaças, mas sim na facilidade com que elas podem ser executadas.


    “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem. Uma vez que as ferramentas para ataques envolvendo imagens ‘fakes’ estão disponíveis agora para pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia”, alerta.


    Ferramentas de baixo custo, ou mesmo gratuitas, permitem que qualquer usuário crie ou altere imagens com alto grau de realismo. Isso sem que seja necessário ter experiência em softwares avançados. Esse acesso democratizado, segundo Gustavo, amplia o alcance de golpes de extorsão, fraudes em sistemas de autenticação e manipulação da opinião pública.


    Ele alerta que não se trata apenas de criar imagens do zero, mas também de realizar pequenas alterações com potencial de gerar impacto significativo. “Colocar uma garrafa de bebida alcoólica na mão de uma pessoa que diz não beber é muito simples. E isso pode ser usado para manipular a opinião pública, por exemplo”, comenta.


    O avanço das IA’s também coloca em xeque a capacidade de diferenciação entre o real e o sintético. Gustavo destaca que, para humanos, o risco de engano cresce em situações de estresse ou baixa atenção, como no caso de idosos recebendo imagens falsas de familiares em perigo. Já para sistemas automáticos, o perigo está na ausência de camadas adicionais de verificação.


    “Sistemas de reconhecimento facial que podem ser manipulados com injeção de imagens já não deveriam existir, assim como outras tecnologias de segurança. Qualquer sistema de segurança deve operar em camadas, e se algum deles não faz isso, o sistema em si é ruim. Então, sistemas ‘ruins’ de segurança podem ser manipulados. Mas esses tipos de ataques são conhecidos faz 40 anos”, explica.


    Michael San Martim, fundador da DataSpoc, reforça que a detecção de deepfakes é um desafio técnico contínuo. “Um deepfake é uma mídia sintética criada por Inteligência Artificial para imitar com alto realismo a aparência ou a voz de uma pessoa real – como se fosse uma fantasia digital extremamente convincente”, comenta. “Detectar deepfakes é como jogar esconde-esconde com um adversário que muda constantemente de disfarce.”


    Ele explica que sua empresa desenvolve o GenbyAI, uma tecnologia que funciona como “detetive digital”, examinando milhares de elementos invisíveis a olho nu, como iluminação, ruído, padrões estruturais e reflexos, para identificar inconsistências.


Disponível em: https://consumidormoderno.com.br/ ia-manipulacao-imagens-acreditar/. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

Leia o trecho a seguir:

Para Gustavo Zaniboni, fundador da Ananque, o principal fator que agrava os riscos hoje não é necessariamente a mudança na natureza das ameaças executadas [...]. Segundo __________, “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito. O que mudou foi a probabilidade de acontecerem. Uma vez que as ferramentas para ataques envolvendo imagens ‘fakes’ estão disponíveis agora para pessoas sem conhecimento avançado em tecnologia”, alerta.

Complete a lacuna com o pronome pessoal adequado e assinale a alternativa correspondente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Uso de pronomes pessoais e coesão textual.

Esta questão exige que o aluno escolha a palavra correta para manter a coesão do texto, ou seja, a ligação harmônica entre as partes. O ponto chave é saber qual pronome substitui, adequadamente, um nome já mencionado, evitando repetições e garantindo clareza.

Justificativa da alternativa correta (B):

A lacuna pede um termo que retome Gustavo Zaniboni. De acordo com a norma padrão, deve-se usar o pronome pessoal do caso reto "ele" para substituir substantivos masculinos singulares já citados. Assim, a frase fica fluente e coesa:

Segundo ele, “Os riscos de manipulação de imagens, no geral, não mudaram muito...”, alerta.

Essa orientação está clara em gramáticas como as de Bechara e Cunha & Cintra: usar o pronome adequado garante clareza e evita ambiguidades.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) o mesmo: O uso de "o mesmo" para retomar pessoas é desaconselhado pela norma culta, pois pode gerar artificialidade (Cunha & Cintra, Rocha Lima).
  • C) Zaniboni: Repetir o nome próprio torna o texto repetitivo; o recomendável é usar o pronome pessoal.
  • D) este: O demonstrativo "este" é usado para introduzir ou destacar algo próximo no discurso, não para retomar nome de pessoa já introduzido.
  • E) aquele: Indica afastamento no tempo, no espaço ou no discurso. Não se aplica a um sujeito já próximo do contexto.

Estratégia para questões semelhantes:

Sempre identifique quem está sendo retomado na frase. Se for uma pessoa já citada, priorize pronomes pessoais (“ele”, “ela”). Evite “o mesmo” ou demonstrativos sem necessidade. Assim, seu texto ficará mais claro e de acordo com a norma padrão.

Resumo: A alternativa B) ele é a correta porque emprega o pronome pessoal de terceira pessoa do singular para retomar “Gustavo Zaniboni”, conforme orienta a gramática normativa.

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Comentários

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quem marcou a C presta atenção no comando, a questão quer que usemos pronome pessoal. O nome dele não é pronome, é Substantivo. logo, alternativa B a correta.

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