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Q3126401 Medicina
Em relação ao tratamento de pacientes com síndrome coronária aguda (SCA), de acordo com as diretrizes mais recentes sobre o manejo da SCA, assinale a alternativa que apresenta a recomendação adequada acerca da duração da dupla terapia antiplaquetária (DAPT), após um episódio de síndrome coronária aguda. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a durabilidade da dupla terapia antiplaquetária (DAPT) após um episódio de síndrome coronariana aguda (SCA), aspecto fundamental para o sucesso do tratamento e prevenção de novos eventos isquêmicos.

Justificativa da alternativa correta (A):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde e a Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) (2013/2014), a recomendação padrão é de 12 meses de DAPT para pacientes com SCA, independente do tipo de stent implantado, salvo contraindicações como risco elevado de sangramento. A terapia, geralmente composta por AAS + inibidor do P2Y12 (clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel), reduz o risco de reinfarto e mortalidade cardiovascular.
"Uso de terapia antiplaquetária dupla por 12 meses após o evento agudo, salvo contraindicações (nível de evidência: A)." (PCDT/MS, p. 33)

Essa conduta é confirmada em guidelines internacionais, como as diretrizes da European Society of Cardiology (ESC) e resultados do estudo PLATO, que demonstram maior proteção contra eventos isquêmicos com 12 meses de DAPT.

Crítica às alternativas incorretas:

  • B: Limitar a DAPT a 1 mês em pacientes com stent farmacológico não segue as diretrizes – esse tempo é reservado para situações específicas de alto risco de sangramento.
  • C: Afirmar que sempre se indica apenas 1 mês de DAPT, independentemente de perfil do paciente ou técnica empregada, está incorreto e pode gerar desproteção isquêmica.
  • D: Limitar a 3 meses ignora a recomendação padrão e desconsidera que a redução no risco isquêmico ultrapassa o risco hemorrágico na maioria dos casos nos primeiros 12 meses.
  • E: Sugerir 1 a 3 meses para pacientes sem stent desconsidera o alto risco isquêmico imediato pós-SCA, em que se recomenda manter DAPT por 12 meses a menos que haja contraindicações.

Estratégia de prova: Atenção a palavras universalizantes (ex: “sempre”, “independentemente do risco”) e a recomendações contrárias aos principais protocolos, típicas de pegadinhas em provas!

Referências normativas: PCDT do Ministério da Saúde (p. 33), Diretriz SBC SCA 2013/2014, ESC Guidelines, estudo PLATO.

Resumo: A alternativa A está correta; manter DAPT por 12 meses, salvo contraindicações, baseia-se em sólida evidência e orientações nacionais e internacionais.

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