Um paciente de 68 anos de idade, com histórico de hiper...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta inicial adequados para esse paciente.
Gabarito comentado
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Vamos analisar a questão com atenção aos detalhes clínicos apresentados no enunciado.
Tema central: A questão aborda o diagnóstico e manejo do choque cardiogênico em um paciente com histórico de doença cardiovascular.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A alternativa correta é C - choque cardiogênico e iniciar terapia com inotrópicos e suporte ventilatório invasivo. O paciente apresenta sintomas clássicos de choque cardiogênico, que ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo.
Os sinais apresentados no caso incluem:
- Hipotensão (PA: 85/60 mmHg): Indica baixa perfusão.
- Taquicardia (FC: 120 bpm): Tentativa do corpo de compensar a baixa perfusão.
- Congestão pulmonar (estertores bilaterais): Sinal de falência cardíaca esquerda.
- Extremidades frias: Indica má perfusão periférica.
- Pressão venosa central elevada: Sugere falência ventricular direita.
O tratamento inicial inclui o uso de inotrópicos, como a dobutamina, para melhorar a contratilidade cardíaca, e suporte ventilatório para corrigir a hipoxemia e melhorar a oxigenação tecidual. Essas abordagens estão alinhadas com diretrizes de manejo de choque cardiogênico, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Análise das alternativas incorretas:
A - choque séptico: Embora a hipotensão seja comum no choque séptico, o quadro clínico com congestão pulmonar e história de infarto é mais sugestivo de choque cardiogênico. Além disso, a abordagem correta para choque séptico incluiria fluidos, mas a presença de congestão pulmonar contraindica essa abordagem aqui.
B - choque anafilático: Este tipo de choque é desencadeado por uma reação alérgica aguda, geralmente acompanhada de sintomas como urticária e edema de glote, que não estão presentes neste caso.
D - choque hipovolêmico: Este ocorre devido à perda de volume intravascular, como hemorragia, o que não é condizente com o quadro de congestão pulmonar e pressão venosa central elevada do paciente.
E - posição de Trendelemburg e líquidos intravenosos: A posição de Trendelemburg não é recomendada em casos de choque cardiogênico e, além disso, a administração de líquidos poderia piorar a congestão pulmonar e não resolver o problema de contratilidade do miocárdio.
Em resumo, o reconhecimento dos sinais de choque cardiogênico e a aplicação das medidas corretas são fundamentais para a estabilização do paciente. Manter o foco nos achados clínicos e na fisiopatologia é essencial para determinar o diagnóstico correto e a abordagem de emergência.
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