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A mosca branca – Bemisia tabaci, biótipo B – é considerada uma das pragas de maior importância socioeconômica na cultura do melão, no Brasil. Por tratar-se de um inseto com elevada capacidade de adaptação a novos hospedeiros, diferentes condições climáticas e grande capacidade de desenvolver resistência aos inseticidas, seu controle baseia-se na adoção de medidas preventivas para o controle e/ou convivência com a praga. É uma medida preventiva para o controle da mosca branca:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
Explicação do Tema Central:
A questão aborda estratégias de controle preventivo da mosca branca (Bemisia tabaci), uma praga de grande impacto socioeconômico em culturas como o melão no Brasil. O controle desta praga é um dos pilares do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que prioriza medidas preventivas para reduzir populações de insetos nocivos antes que causem prejuízos significativos. Conhecimentos sobre práticas culturais, fisiologia do inseto e impacto ambiental são fundamentais para responder corretamente.
Resumo Teórico:
A mosca branca é altamente adaptável, resistente a inseticidas e possui vários hospedeiros, o que dificulta seu controle químico. Por isso, a prevenção se destaca por meio de:
- Eliminação de restos culturais: evita a sobrevivência do inseto no solo
- Rotações de culturas com plantas não hospedeiras
- Isolamento da área e planejamento do plantio: dificulta a entrada da praga
- Controle de plantas daninhas, que podem servir de abrigo à praga
Essas práticas estão descritas em fontes como a Embrapa (Boletim Técnico 79) e o Manual de Fitossanidade do Ministério da Agricultura.
Justificativa da Alternativa Correta (D):
A alternativa D orienta planejar os plantios na direção contrária aos ventos predominantes e manter a área limpa por pelo menos 30 dias após o preparo do solo antes do plantio do melão. Essa é uma medida preventiva eficiente porque:
- O vento auxilia na dispersão da mosca branca; plantar na direção oposta dificulta a chegada do inseto à lavoura.
- O período de pousio (descanso do solo) e a limpeza da área eliminam eventuais hospedeiros alternativos e ovos, reduzindo a pressão inicial da praga.
Essas práticas fazem parte do conjunto de recomendações para controle preventivo, segundo publicações técnicas da Embrapa.
Análise das Alternativas Incorretas:
A - Efetuar a rotação com maxixe, abóbora e melancia não é adequado, pois essas culturas SÃO susceptíveis à mosca branca. Portanto, a rotação deve ser feita com plantas não hospedeiras, para evitar que a praga encontre alimento e mantenha seu ciclo de vida.
B - Permitir cultivos abandonados nas proximidades é um erro grave de manejo, pois plantas abandonadas servem de abrigo e alimentação para as moscas, favorecendo sua multiplicação e reinfestação da lavoura.
C - Manter os restos culturais na superfície do solo após a colheita facilita a sobrevivência da praga entre cultivos, servindo de refúgio, o que é o oposto de uma medida preventiva.
Estratégias para Interpretação:
Atente-se a expressões como "medida preventiva" e "culturas não susceptíveis". Palavras como "permitir" ou "manter" podem indicar armadilhas, pois, em contexto de pragas, normalmente o correto é "eliminar" ou "evitar" fontes de infestação.
Procure sempre associar a alternativa à redução do ciclo da praga e eliminação de hospedeiros para identificar medidas realmente preventivas.
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