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Q3331634 Veterinária
As doenças do sistema nervoso dos grandes animais é grande causadora de prejuízos econômicos à atividade, tendo em vista que em muitos casos há a morte do animal sem a conclusão diagnóstica. Os sinais clínicos podem indicar o local da lesão no tecido nervoso e são sugestivos de algumas doenças. Baseado nisso, os sinais clínicos denominados “head tilt”, “head pressing”, “head turning”, pleurotótono e trismo, são identificados com mais frequência em quais doenças do sistema nervoso dos grandes animais, respectivamente (Assinale o enunciado CORRETO):
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Tema central: reconhecer sinais neurológicos “chave” em grandes animais para localizar a lesão e sugerir a etiologia. Conceitos rápidos: head tilt = inclinação da cabeça (vestibular); head pressing = pressão da cabeça contra objetos (córtex cerebral); head turning = rotação persistente da cabeça (prosencéfalo unilateral); pleurotótono = curvatura lateral sustentada do pescoço/tronco; trismo = “lockjaw” por espasmo dos masseteres.

Gabarito: C

Justificativa da alternativa C

- Head tilt → trauma craniano: lesões no osso temporal/orelha interna ou tronco encefálico podem lesar o sistema vestibular, produzindo inclinação da cabeça e nistagmo (Merck Veterinary Manual; de Lahunta & Glass).

- Head pressing → polioencefalomalacia (PEM): necrose cortical (def. de tiamina/sulfur tox.) cursa com cegueira cortical, desorientação, head pressing e opistótono (Radostits; Smith, Large Animal Internal Medicine).

- Head turning → encefalomielite equina (EEE/WEE/VEE): encefalite do prosencéfalo causa alteração de sensório, desvios de cabeça, andar em círculos e ataxia (Reed & Bayly, Equine Internal Medicine).

- Pleurotótono → botulismo: a paralisia flácida progressiva leva a postura anormal e decúbito com curvatura lateral do eixo corporal descrita clinicamente como pleurotótono em casos graves, além de disfagia e “língua frouxa” (Merck Veterinary Manual).

- Trismo → tétano: toxina tetânica bloqueia liberação de GABA/glicina, gerando rigidez, trismo e opistótono; diagnóstico é clínico (Merck; Radostits).

Por que as demais estão incorretas

A) Head tilt não é típico de encefalopatia hepática (que dá head pressing); head pressing não ocorre na doença do neurônio motor equino; trismo não é de Wobbler (mielopatia cervical).

B) Head tilt não decorre de trauma medular (lesão é central vestibular/otítica); head pressing não é de neuropatia laríngea; trismo não é achado de meningite em grandes animais.

D) Head tilt não é típico de doença do neurônio motor equino; head pressing não é de paralisia do facial; EPM dá ataxia/paresia assimétrica mais do que head turning persistente; ionóforos causam miopatia/miocardiotoxicidade, não pleurotótono; indigestão vagal não produz trismo.

E) Head tilt não é clássico de babesiose cerebral; head pressing até pode ocorrer na encefalopatia hepática, mas as demais associações destoam (trismo não é da cauda equina). Embora LEM possa dar pleurotótono, o conjunto não respeita a sequência dos sinais.

Estratégia de prova: associe “trismo = tétano”, “head pressing = PEM/encefalopatias”, “head tilt = vestibular (trauma/otite/listeriose)”. Depois elimine opções que contradizem essas chaves.

Referências: Merck Veterinary Manual; Radostits et al., Veterinary Medicine; Smith, Large Animal Internal Medicine; Reed & Bayly, Equine Internal Medicine; de Lahunta & Glass, Veterinary Neuroanatomy and Clinical Neurology.

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