Uma paciente de 58 anos de idade, com histórico de cânc...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o procedimento adequado para o caso desse paciente, conforme as diretrizes atuais de cárdio‑oncologia.
Gabarito comentado
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Vamos analisar a questão, que aborda o tema de cardiotoxicidade induzida por quimioterapia, um efeito adverso associado ao uso de antraciclinas, como a doxorrubicina, no tratamento do câncer. Esse tipo de cardiotoxicidade pode levar a uma redução na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), mesmo em pacientes assintomáticos, como a paciente apresentada na questão.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A alternativa C sugere a monitorização regular da função ventricular e a consideração do uso de agentes cardioprotetores, como inibidores da ECA ou betabloqueadores. Esta abordagem está de acordo com as diretrizes atuais de cárdio-oncologia, que recomendam um acompanhamento proativo para prevenir a progressão da disfunção cardíaca induzida por quimioterapia, mesmo na ausência de sintomas clínicos. Estudos indicam que a introdução precoce de tais medicamentos pode ajudar a estabilizar a função cardíaca e prevenir a deterioração da função ventricular.
Análise das alternativas incorretas:
A - Iniciar tratamento com inibidores da ECA imediatamente é uma boa prática, mas a alternativa não menciona a importância da monitorização regular, que é crucial para ajustar o tratamento conforme necessário. A alternativa C oferece uma abordagem mais completa.
B - A continuidade da quimioterapia sem alterações pode não ser segura, pois a cardiotoxicidade pode progredir. A redução da fração de ejeção já indica um risco aumentado de complicações cardíacas.
D - Interromper imediatamente a quimioterapia não é indicado se o paciente está assintomático e a redução na fração de ejeção é moderada. A intervenção deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa do risco-benefício.
E - O uso de diuréticos é mais indicado quando há sintomas de insuficiência cardíaca, como edema ou congestão pulmonar. Neste caso, a paciente é assintomática e o foco deve ser na estabilização da função ventricular, não na redução do volume intravascular.
Em resumo, a melhor abordagem para esta paciente é a monitorização contínua e o uso de agentes cardioprotetores, conforme indicado na alternativa C. Essa estratégia visa prevenir a progressão da cardiotoxicidade e manter a qualidade de vida da paciente.
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