A cetose em vacas leiteiras de alta produção é uma desordem ...

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Q3331630 Veterinária
A cetose em vacas leiteiras de alta produção é uma desordem metabólica frequentemente associada ao balanço energético negativo no início da lactação, afetando diretamente o desempenho produtivo e reprodutivo desses animais. Sobre a etiologia, diagnóstico e manejo da cetose, assinale a alternativa correta: 
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Tema central: Cetose em vacas leiteiras no pós-parto inicial decorre de balanço energético negativo, com mobilização de gordura (NEFA) e produção hepática de corpos cetônicos (BHB, acetoacetato, acetona). Afeta produção, saúde e fertilidade. Referências: Merck Veterinary Manual; McArt et al., J Dairy Sci 2012; Oetzel, Vet Clin North Am 2004; NRC 2021.

Alternativa correta: CJustificativa: Na cetose clínica, a terapia de escolha é glicose IV (ex.: 500 mL de dextrose 50%), que eleva rapidamente a glicemia e suprime lipólise e cetogênese hepática. Para prevenção/controle da cetose subclínica, o propileno glicol oral (≈300 mL/dia por 3–5 dias no periparto) atua como gliconeogênico, reduz BHB e risco de doença. Evidência: metanálises e estudos de campo demonstram menor BHB e menor incidência de deslocamento de abomaso e metrite com essa estratégia (Oetzel 2004; McArt 2012; Merck Vet Manual).

Como interpretar/diagnosticar: Sinais clínicos: queda de leite, hiporexia, fezes secas, odor cetônico. Exame de escolha: BHB no sangue (medidores portáteis validados). Pontos de corte: subclínica ≥1,2–1,4 mmol/L; clínica geralmente ≥3,0 mmol/L. Testes em urina/leite detectam acetoacetato/acetona e têm menor sensibilidade no início do pós-parto.

Análise das incorretas:

A – Erro conceitual. A etiologia não é “proteica”, e sim energética. A baixa ingestão de energia aumenta NEFA, sobrecarrega o fígado e eleva corpos cetônicos. Ajustes proteicos não corrigem a causa principal.

B – Inadequada. O teste do leite é útil como triagem, mas não é mais preciso que BHB sanguíneo. Sangue-BHB apresenta melhor acurácia para detecção precoce (maior sensibilidade/especificidade) no período de transição (Merck; McArt 2012).

D – Falsa. A cetose subclínica tem alto impacto econômico: menor produção, maior risco de deslocamento de abomaso, metrite, mastite e pior fertilidade. Custos por caso são significativos em rebanhos leiteiros, mesmo sem sinais evidentes (Duffield 2009; McArt 2012).

E – Equívoco de manejo. Embora seja essencial garantir peNDF adequada para ruminação, simplesmente aumentar FDN reduz a densidade energética e pode piorar o balanço energético negativo. A estratégia nutricional eficaz envolve maior densidade energética segura (concentrado balanceado, amido controlado, gorduras protegidas), monensina, BCC ideal ao parto (3,0–3,5) e propileno glicol no periparto (NRC 2021; Merck).

Pegadinhas de prova: confundir proteína com energia; superestimar testes em leite; minimizar a importância da forma subclínica; acreditar que “mais FDN” reduz cetogênese.

Dica prática: Para marcar com segurança, associe “clínica = glicose IV” e “subclínica/prevenção = propileno glicol oral”, e lembre que BHB sanguíneo é o padrão no campo.

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