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Q3511331 Medicina
Um paciente de 40 anos com diagnóstico de neuropatia periférica apresenta dor crônica e debilidade muscular nas extremidades inferiores. O médico especialista em reabilitação considera diversas técnicas para otimizar o tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Uma conduta adequada nesse caso consiste em:
Alternativas

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Tema central: Reabilitação na neuropatia periférica com dor crônica e fraqueza em membros inferiores. O objetivo é reduzir dor, melhorar força, equilíbrio e funcionalidade, com intervenções seguras e baseadas em evidência.

Alternativa correta: C – Iniciar programa de fortalecimento e alongamento

Exercícios resistidos e de flexibilidade são a base da reabilitação na neuropatia periférica: aumentam força, mobilidade articular, controle postural e capacidade funcional, podendo reduzir a dor por mecanismos de modulação central e periférica. Devem ser progressivos, com 2–3 sessões/semana de resistência e treino de equilíbrio/marcha, além de aeróbicos leves a moderados conforme tolerância. Evidências (Cochrane; UpToDate) e recomendações gerais de exercício (ACSM/ADA 2024 para neuropatia diabética) apoiam exercício como estratégia segura e eficaz para qualidade de vida e função.

Por que as demais estão incorretas?

A) Biofeedback: Pode auxiliar consciência corporal e controle motor em contextos específicos, mas a evidência para melhora sustentada de dor e função na neuropatia periférica é limitada. É adjuvante, não substitui o pilar do tratamento (exercícios estruturados). Referências como UpToDate destacam papel complementar.

B) Terapia por ondas de choque: Indicada para tendinopatias/fasciopatias, não para “cicatrização de nervos”. Não há suporte robusto para dor neuropática e há risco de piora de dor. Diretrizes de dor neuropática (AAN/EFNS) não recomendam para neuropatia periférica.

D) Injeções de corticosteroides: Úteis em neuropatias compressivas focais (ex.: túnel do carpo) para alívio temporário. Em neuropatias difusas não há benefício comprovado e existem riscos (hiperglicemia, miopatia, infecção). Não é abordagem de reabilitação rotineira.

E) Acupuntura: Pode ser considerada adjuvante para dor, mas a evidência é heterogênea e de qualidade variável; não demonstra melhora consistente da função neurológica. Não é terapia de primeira linha segundo revisões sistemáticas e diretrizes de dor neuropática.

Dicas de prova e raciocínio:

  • Priorize intervenções centrais na reabilitação (exercício, treino de equilíbrio, educação e cuidados com os pés) com baixo risco e evidência consistente.
  • Desconfie de técnicas “de aparelho” prometendo regeneração neural sem base robusta.
  • Em manejo global: associar controle de dor farmacológico (gabapentinoides, SNRIs, TCAs), prevenção de quedas e adaptações funcionais quando necessário. (AAN; ADA 2024; UpToDate; Harrison’s)

Referências sucintas: ADA Standards of Care 2024 (atividade física em neuropatia diabética); UpToDate – Rehabilitation in peripheral neuropathy; Cochrane Reviews – Exercise for peripheral/diabetic neuropathy; Harrison’s Principles of Internal Medicine – Peripheral neuropathy.

Gabarito: C

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