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Q3126386 Medicina
Os inibidores do cotransportador sódio‑glicose tipo 2 (SGLT2) emergiram como uma classe inovadora de medicamentos no tratamento do diabetes tipo 2, além de apresentarem benefícios significativos contra a doença renal e contra a insuficiência cardíaca. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta o principal mecanismo de ação dos inibidores SGLT2. 
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Tema central: Inibidores de SGLT2 (flozinas) e seu mecanismo de ação no controle glicêmico e benefícios cardiorrenais.

Alternativa correta: BRedução da reabsorção de glicose nos túbulos renais, levando à sua excreção urinária.

Justificativa didática: O cotransportador SGLT2 localiza-se no túbulo contornado proximal (segmento S1) e reabsorve ~90% da glicose filtrada, junto com sódio. Ao inibir o SGLT2, fármacos como empagliflozina e dapagliflozina impedem a reabsorção de glicose, promovendo glicosúria e leve natriurese. O efeito é independente de insulina, reduzindo glicemia sem estimular secreção pancreática. Além disso, aumentam a oferta de NaCl à mácula densa, restaurando o feedback túbulo‑glomerular com vasoconstrição aferente, o que reduz a hiperfiltração glomerular e protege o rim. A diurese osmótica contribui para menor congestão e benefícios na insuficiência cardíaca. Evidências: EMPA‑REG, CREDENCE, DAPA‑HF; diretrizes ADA 2024, KDIGO 2022, ESC/HFA 2023 e SBC recomendam o uso em DM2 com DRC e/ou IC, inclusive sem DM em IC.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Aumento da produção de insulina pelo pâncreas” – descreve o efeito de sulfonilureias (ex.: glibenclamida) e, de forma glicose‑dependente, dos agonistas GLP‑1. Os SGLT2 não aumentam secreção de insulina.

C) “Inibição da DPP‑4, aumentando a ação da incretina” – mecanismo dos inibidores da DPP‑4 (ex.: sitagliptina), que elevam GLP‑1 endógeno. Não é o mecanismo das flozinas.

D) “Aumento da captação de glicose por músculos e tecido adiposo” – mais relacionado à ação periférica da insulina e dos tiazolidinedionas (PPAR‑γ, ex.: pioglitazona). SGLT2 atuam no rim, não na captação periférica.

E) “Redução da absorção de glicose no intestino” – descreve inibidores da α‑glicosidase (ex.: acarbose). SGLT2 agem primariamente no rim, não no intestino.

Estratégia de prova: Associe “flozinas = rim (SGLT2) = glicosúria”. “DPP‑4” e “GLP‑1” remetem a incretinas (pâncreas); “α‑glicosidase” = intestino; “PPAR‑γ” = captação periférica. Se o enunciado mencionar benefícios cardiorrenais, pense em SGLT2.

Referências essenciais: ADA Standards of Care 2024; KDIGO 2022 Diabetes Management in CKD; ESC/HFA 2023 Heart Failure Guidelines; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Conclusão: Os inibidores de SGLT2 diminuem a reabsorção tubular de glicose, promovendo glicosúria e proteção cardiorrenal. Alternativa B.

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