Considerando o choque hipovolêmico em grandes animais, qual ...
Gabarito comentado
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Tema central: Choque hipovolêmico em grandes animais é a falha circulatória por redução do volume intravascular (hemorragia, desidratação, “terceiro espaço”), levando a hipoperfusão tecidual, acidose láctica e disfunção orgânica. Sinais típicos: taquicardia, tempo de preenchimento capilar (TPC) prolongado, mucosas pálidas, extremidades frias e pulsos fracos.
Gabarito: D (INCORRETA) — Afirmar que a hipervolemia é frequente e que diuréticos devem ser usados concomitantemente é equivocado. Na reanimação do choque, o objetivo é restaurar perfusão rapidamente com cristaloides/coloides/sangue conforme a causa. Diuréticos não fazem parte da ressuscitação inicial e podem agravar a hipovolemia. Sinais de sobrecarga (edema pulmonar, ingurgitamento jugular persistente) são incomuns se a fluidoterapia é guiada por metas; quando ocorrem, ajusta-se a taxa ou pausa-se o fluido, reservando diuréticos para situações específicas (p.ex., cardiogênicas). Referências: Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia; AAEP Fluid Therapy Guidelines; Smith’s Large Animal Internal Medicine.
A (correta): Causa comum por hemorragia (trauma, cirurgias), desidratação (anorexia, calor), ou perdas digestivas (diarreia, sequestro gastrointestinal em cólica). Tudo compatível com a fisiopatologia do choque hipovolêmico.
B (correta): A reposição rápida de cristaloides isotônicos é a base da terapia. Em equinos e ruminantes: bolus de 20–40 mL/kg, reavaliando perfusão; pode-se usar salina hipertônica 7,2% 4–5 mL/kg seguida de isotônicos. Em hemorragia, controlar a fonte e considerar hemocomponentes. Diretrizes AAEP/UpToDate Vet concordam.
C (correta): Sinais de compensação: taquicardia, TPC > 2 s, extremidades frias por vasoconstrição periférica. Atenção à “toxic line” em equinos com endotoxemia, mas no hipovolêmico típico a descrição procede.
E (correta): Hematócrito (Ht) e proteínas plasmáticas (TP) ajudam a guiar fluidos. Observação: no sangramento agudo, o Ht pode estar normal inicialmente (contração esplênica em equinos); por isso, tendências de Ht/TP e lactato, FC, TPC e débito urinário são essenciais. (Smith; AAEP)
Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “complicação frequente” e “necessitando diuréticos”. Em choque hipovolêmico, pense em: causas de perda de volume, sinais de má perfusão, bolus de fluidos e monitorização por metas; diurético não é parte da ressuscitação.
Referências essenciais: Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia; Smith’s Large Animal Internal Medicine; AAEP Fluid Therapy Guidelines; UpToDate Vet.
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