Situação hipotética: Uma mãe acionou o SAMU devido à perda ...

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Q2782750 Medicina
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças, em contraste com a PCR em adultos, raramente é súbita e, mais frequentemente, resulta da progressão de situações de desconforto respiratório, insuficiência respiratória ou choque. A respeito desse assunto e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue os itens subsequentes.
Situação hipotética: Uma mãe acionou o SAMU devido à perda súbita de consciência do seu filho lactente. Não houve nenhuma intercorrência acidental. Assertiva: Nesse caso, o socorrista deve considerar como provável diagnóstico a arritmia primária.
Alternativas

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Tema central: O tema aborda a parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças, especialmente a fisiopatologia e causas em lactentes, destacando a diferença entre PCR pediátrica e adulta. Nas crianças, a PCR geralmente decorre de hipóxia ou choque, diferentemente dos adultos, onde são mais comuns causas cardíacas primárias.

Justificativa da alternativa correta (Certo): Segundo as principais diretrizes e manuais reconhecidos (Manuais MSD, Suporte Avançado de Vida em Pediatria - PALS), eventos de perda súbita de consciência em lactentes, sem relato de trauma ou intercorrências, sugerem arritmia primária como causa provável. Em geral, quadros de insuficiência respiratória ou choque produzem sinais e sintomas progressivos antes da PCR. Quando o quadro é abrupto e sem causa evidente, há maior suspeição para distúrbios elétricos cardíacos, como a síndrome do QT longo congênito, evidenciados por queda súbita e potencial PCR.

Trecho de referência nos protocolos:
“Em recém-nascidos e crianças, as causas cardíacas de parada cardíaca são menos comuns do que em adultos. A causa predominante de parada cardíaca em recém-nascidos e crianças é insuficiência respiratória [...] síndrome da morte súbita do lactente (SMSL)...” (Manuais MSD).

Análise das alternativas incorretas: Neste caso, a alternativa “Errado” se aplicaria se houvesse indícios de infecção, sufocamento, aspiração, ou sinais clínicos prévios, sugerindo deterioração progressiva. Como não há relato desses fatores, descarta-se causas secundárias. A questão explora o detalhe sobre natureza súbita e ausência de intercorrência acidental, reforçando a necessidade de atenção ao enunciado para não cair em pegadinhas, já que a tendência é pensar em causas respiratórias ou traumáticas para lactentes.

Estratégias para questões semelhantes:
Observe sempre termos como “súbita”, “sem intercorrência”, “sem sinais prévios” — nessas situações, pense em causas arrítmicas primárias. Considere também síndromes genéticas como o QT longo e outros distúrbios do ritmo.

Concluindo: Considerar arritmia primária perante perda de consciência súbita, sem fatores desencadeantes, é alinhado à melhor prática assistencial e evidencia interpretação clínica apurada, conforme diretrizes pediátricas.

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