A cólica equina é uma emergência que se caracteriza como um ...

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Q3331621 Veterinária
A cólica equina é uma emergência que se caracteriza como um desafio ao Médico Veterinário. Através da combinação do histórico, exame físico e procedimentos diagnósticos, o veterinário deve determinar e comunicar ao proprietário a fonte da dor abdominal, o prognóstico para a recuperação, a estratégia de tratamento e os custos estimados. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na cólica equina, a avaliação inicial deve ser sistêmica, e frequência cardíaca e respiratória são parâmetros semiológicos úteis para estimar gravidade e repercussão sistêmica; por isso, a alternativa B é a correta frente às demais, que contêm erros técnicos objetivos.

Tema central: Semiologia da cólica equina
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe indevidamente o exame físico ao abdômen. Na cólica equina, a avaliação inicial deve ser sistêmica, incluindo parâmetros vitais, estado de hidratação, perfusão periférica, intensidade de dor e estado geral. Limitar o exame ao abdômen contraria a semiologia de urgência do equino com cólica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, na cólica equina, frequência cardíaca e frequência respiratória são marcadores clínicos fundamentais da repercussão sistêmica do quadro. Embora inespecíficas para definir a etiologia intestinal, elas indicam intensidade de dor, comprometimento circulatório, hipovolemia/desidratação e endotoxemia, e sua reavaliação após analgesia e fluidoterapia permite monitorar a resposta clínica ao tratamento. Por isso, têm utilidade prática tanto na estimativa de gravidade quanto no prognóstico.
C
Errada
Está errada porque o erro técnico está no TPC descrito como normal em endotoxemia. O exame de mucosas e TPC realmente auxilia na avaliação de hidratação e endotoxemia, e as membranas podem estar avermelhadas, mas na endotoxemia a perfusão periférica costuma estar alterada, de modo que o TPC frequentemente se prolonga ou se torna anormal. Portanto, TPC de dois segundos não caracteriza esse estado.
D
Errada
Está errada porque superestima o alcance anatômico do exame retal. A palpação retal em equinos não permite, de forma confiável e rotineira, avaliar completamente todas as estruturas listadas, especialmente grande parte do intestino delgado e segmentos dorsais do cólon. A alternativa também faz descrição anatômica excessiva e tecnicamente imprecisa para o que é realmente palpável.
E
Errada
Está errada porque limita de forma incorreta a indicação da sonda nasogástrica. Na cólica equina, a intubação nasogástrica tem papel diagnóstico e terapêutico: além de descompressão gástrica, serve para pesquisa de refluxo e para administração enteral de fluidos e medicações quando indicado. O erro da alternativa é a exclusividade.
Pegadinha da questão
A banca misturou afirmações parcialmente verdadeiras com um detalhe falsificador: na C, mucosas e TPC de fato ajudam na avaliação, mas o TPC normal em endotoxemia torna a alternativa falsa; na E, a sonda nasogástrica realmente descomprime, mas não apenas isso.
Dica para questões semelhantes
  • Em cólica equina, descarte alternativas que reduzam a avaliação ao abdômen; o exame inicial é sistêmico.
  • Valorize FC e FR como marcadores de gravidade e de resposta à terapia, mesmo sem especificidade etiológica.
  • Na endotoxemia, não aceite como normal um TPC de dois segundos se a alternativa estiver usando isso para caracterizar perfusão alterada.
  • Desconfie de opções que atribuem ao exame retal acesso completo a múltiplos segmentos intestinais ou que limitem a sonda nasogástrica a uma única função.

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