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Q625910 Medicina
Um pediatra atende a um adolescente, apresentando febre, odinofagia, disfagia e trismo. Foi observado abaulamento assimétrico da amígdala e úvula deslocada. Relata que há uma semana estava com dor na garganta que melhorou com uso de anti-inflamatório. A melhor conduta neste momento:
Alternativas

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Tema central: O caso descreve um abscesso periamigdaliano, importante complicação da amigdalite, caracterizada por febre, odinofagia, disfagia, trismo, abaulamento assimétrico da amígdala e desvio da úvula. Saber reconhecer e manejar essa emergência é fundamental em Pediatria.

Justificativa da alternativa correta (A): O protocolo clínico determina que o manejo do abscesso periamigdaliano deve incluir antibioticoterapia empírica com cobertura para estreptococos do grupo A, Staphylococcus aureus e anaeróbios (como amoxicilina-clavulanato ou clindamicina). A drenagem da coleção purulenta, preferencialmente por aspiração com agulha, promove rápido alívio dos sintomas, previne complicações e está descrita como abordagem inicial segura para adolescentes e adultos colaborativos.
Segundo o “Manual de Emergências 2025”: “O tratamento do abscesso periamigdaliano inclui antibioticoterapia e drenagem do abscesso, que pode ser realizada por aspiração com agulha ou incisão.”

Análise das alternativas incorretas:

B) Apenas antibioticoterapia, sem procedimento: Incorreto. Não drenar pode favorecer complicações graves, como mediastinite ou sepse. Diretrizes e literatura (UpToDate, Harrison) reforçam a necessidade de associação entre antibiótico e drenagem.

C) Amigdalectomia de urgência: Erro conceitual. Amigdalectomia está reservada para casos recidivantes ou falha da drenagem. Não é indicada de rotina na fase aguda, exceto em abscessos que não respondem a outras abordagens (Cummings Otolaryngology).

D) Ressecção da úvula: Inadequado. O desvio da úvula é apenas um achado de efeito de massa, a ressecção não trata a infecção, não aliviando o quadro clínico.

Estratégia para interpretação: Atente-se a sinais como trismo, abaulamento e desvio da úvula — são "diagnóstico-chave" para abscesso periamigdaliano. Cuidado: opções que negligenciam drenagem ou sugerem cirurgias radicais costumam ser “pegadinhas”.

Resumo das diretrizes oficiais: Protocolo Nacional de Abscesso Periamigdaliano e Sociedade Brasileira de Pediatria reforçam: iniciar antibiótico sempre e drenar a coleção sempre que acessível. A aspiração com agulha é segura e eficaz na maioria dos casos.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa A, que indica a antibioticoterapia e drenagem do abscesso feita pela simples aspiração com agulha como a melhor conduta a ser adotada para o paciente. Isso se deve ao fato de que os sintomas apresentados pelo paciente indicam a presença de abscesso peritonsilar, uma complicação comum da faringite bacteriana. A drenagem do abscesso é essencial para a resolução do quadro, enquanto a antibioticoterapia é necessária para evitar a disseminação da infecção. A simples aspiração com agulha é uma técnica segura e eficaz para a drenagem do abscesso, sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos mais invasivos.

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