Um pediatra atende a um adolescente, apresentando febre, od...
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Tema central: O caso descreve um abscesso periamigdaliano, importante complicação da amigdalite, caracterizada por febre, odinofagia, disfagia, trismo, abaulamento assimétrico da amígdala e desvio da úvula. Saber reconhecer e manejar essa emergência é fundamental em Pediatria.
Justificativa da alternativa correta (A): O protocolo clínico determina que o manejo do abscesso periamigdaliano deve incluir antibioticoterapia empírica com cobertura para estreptococos do grupo A, Staphylococcus aureus e anaeróbios (como amoxicilina-clavulanato ou clindamicina). A drenagem da coleção purulenta, preferencialmente por aspiração com agulha, promove rápido alívio dos sintomas, previne complicações e está descrita como abordagem inicial segura para adolescentes e adultos colaborativos.
Segundo o “Manual de Emergências 2025”: “O tratamento do abscesso periamigdaliano inclui antibioticoterapia e drenagem do abscesso, que pode ser realizada por aspiração com agulha ou incisão.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Apenas antibioticoterapia, sem procedimento: Incorreto. Não drenar pode favorecer complicações graves, como mediastinite ou sepse. Diretrizes e literatura (UpToDate, Harrison) reforçam a necessidade de associação entre antibiótico e drenagem.
C) Amigdalectomia de urgência: Erro conceitual. Amigdalectomia está reservada para casos recidivantes ou falha da drenagem. Não é indicada de rotina na fase aguda, exceto em abscessos que não respondem a outras abordagens (Cummings Otolaryngology).
D) Ressecção da úvula: Inadequado. O desvio da úvula é apenas um achado de efeito de massa, a ressecção não trata a infecção, não aliviando o quadro clínico.
Estratégia para interpretação: Atente-se a sinais como trismo, abaulamento e desvio da úvula — são "diagnóstico-chave" para abscesso periamigdaliano. Cuidado: opções que negligenciam drenagem ou sugerem cirurgias radicais costumam ser “pegadinhas”.
Resumo das diretrizes oficiais: Protocolo Nacional de Abscesso Periamigdaliano e Sociedade Brasileira de Pediatria reforçam: iniciar antibiótico sempre e drenar a coleção sempre que acessível. A aspiração com agulha é segura e eficaz na maioria dos casos.
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