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Q625909 Medicina
Criança de três anos chega ao pronto atendimento com história de há três dias ter iniciado quadro de tosse, coriza, constipação nasal e febre alta e que nas últimas 24 horas tem apresentado piora da tosse e do estado geral. Ao exame físico, o paciente estava afebril, bom estado geral, com frequência respiratória dentro da normalidade e a ausculta mostrou crepitações finas na base esquerda e ausência de desconforto respiratório. A radiografia do tórax mostrou hipotransparência homogênea lobar na base pulmonar esquerda sem evidências de derrame pleural. A conduta mais adequada é:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o manejo da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) não complicada em pediatria, enfatizando o reconhecimento dos sinais clínicos e a escolha adequada do tratamento conforme protocolos.

Justificativa da alternativa correta (B):
O cenário clínico descreve uma criança de 3 anos com sinais clássicos de PAC (febre, tosse, coriza, piora recente), sem sinais de gravidade. O exame físico revela bom estado geral, ausência de desconforto respiratório e crepitações localizadas. Radiografia confirma hipotransparência lobar. Esses dados excluem gravidade e tornam seguro o manejo ambulatorial.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, “A amoxicilina administrada por via oral é a primeira opção terapêutica no tratamento ambulatorial das PAC, sendo recomendada para crianças de dois meses a cinco anos” (SBP, 2022). A ampicilina oral também é eficaz nessa faixa etária (Streptococcus pneumoniae é o principal agente etiológico).

Análise das alternativas incorretas:

A) Azitromicina oral não é droga de escolha em menores de 5 anos sem suspeita de agente atípico. Assim, não cobre adequadamente o S. pneumoniae, sendo reserva para casos com suspeita de Mycoplasma pneumoniae em crianças maiores.

C) e D) Internação e antibióticos endovenosos (ceftriaxona ou azitromicina EV) estão indicados apenas se houver sinais de gravidade: desconforto respiratório acentuado, instabilidade hemodinâmica, comorbidades ou insucesso do tratamento ambulatorial inicial. O caso não apresenta nenhum desses critérios. Iniciar antibiótico venoso sem necessidade aumenta risco de resistência microbiana e eventos adversos.

Estratégias para prova: Fique atento a:

  • Estado geral e sinais de alerta no enunciado;
  • Idade da criança (agente etiológico muda conforme faixa etária);
  • Indicação do antibiótico (ver se cobre agentes típicos comuns);
  • Situações reais de internação conforme diretrizes;

Referências: Diretriz SBP 2022; UpToDate; Nelson e outros manuais essenciais de pediatria.

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Comentários

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A alternativa correta é a B, que indica iniciar o tratamento domiciliar com ampicilina via oral e reavaliar ambulatorialmente. Isso porque, apesar de apresentar sinais de infecção respiratória baixa, como a presença de crepitações finas na base esquerda, o paciente não apresenta desconforto respiratório e está afebril. Além disso, a radiografia do tórax mostra hipotransparência homogênea lobar na base pulmonar esquerda sem evidências de derrame pleural, o que sugere um quadro de pneumonia adquirida na comunidade de gravidade leve ou moderada. O tratamento domiciliar com ampicilina via oral é uma opção segura e eficaz nesses casos, respeitando as diretrizes de antibioticoterapia da Sociedade Brasileira de Pediatria. A reavaliação ambulatorial é importante para monitorar a evolução do quadro e decidir se é necessário internar o paciente ou ajustar o tratamento.

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