A febre amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença causad...

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Q2096817 Saúde Pública
A febre amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença causada por um vírus transmitido por artrópodos. Nas Américas, os vetores mais importantes são mosquitos pertencentes aos gêneros Haemagogus e Sabethes. No Rio Grande do Sul, o vírus é transmitido por Haemagogus leucocelaenus, espécie nativa, amplamente distribuída em ambientes silvestres do estado e, por isso, não passível de controle. A febre amarela é um agravo que afeta os animais e o homem e tem em seu ciclo silvestre os Primatas Não Humanos (PNH) como principais hospedeiros. No Rio Grande do Sul, existem três espécies de PNH: Cebus sp. (macaco-prego), Alouatta caraya (bugio-preto) e Alouatta guariba clamitans (bugio-ruivo). As espécies do gênero Alouatta são mais suscetíveis ao vírus amarílico, que causa grande mortalidade nesses animais. Em relação à febre amarela, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central da questão:
A questão trata da epidemiologia da febre amarela, doença infecciosa causada por vírus e transmitida principalmente por mosquitos. O foco está no entendimento do ciclo silvestre da doença, seus vetores e hospedeiros, além de estratégias de controle e vacinação.

Resumo teórico:
A febre amarela tem dois ciclos principais: silvestre (florestas) e urbano (cidade). No ciclo silvestre, o vírus circula entre mosquitos, especialmente Haemagogus e Sabethes, e primatas não humanos (PNH). Entre humanos, a transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados e não por contato direto. A vacina contra febre amarela é indicada apenas para humanos; não há vacina liberada ou aplicada em PNH no Brasil (Ministério da Saúde, 2023).

Justificativa da alternativa C:
A alternativa C está correta porque não existe vacina aprovada ou utilizada para primatas não humanos no Brasil. O foco do controle é a vacinação humana, pois os PNH atuam como sentinelas da circulação viral, e não como alvo de vacinação.

Análise das alternativas incorretas:

A – Errada: Não há transmissão por contato direto entre pessoas. O vírus exige vetor (mosquito) para transmissão.

B – Errada: O carrapato-estrela não transmite febre amarela; os vetores são mosquitos (Haemagogus, Sabethes).

D – Errada: Controlar bugios não é medida adotada; além de antiético, eles servem como sentinelas para vigilância epidemiológica.

E – Errada: Não há transmissão direta entre PNH; assim como entre humanos, a transmissão ocorre apenas via vetor (mosquito).

Estratégia de interpretação:
Fique atento a palavras absolutas como “contato direto” e a menções a vetores não relacionados. Lembre-se de sempre associar a vacinação e o controle à população humana quando o texto mencionar “liberação de vacina”. Analise o ciclo epidemiológico para descartar alternativas com erros conceituais.

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