Um paciente de 60 anos com histórico de tabagismo apresenta...
Sobre esse procedimento, julgue as frases abaixo.
I. A lobectomia pode ser realizada por toracotomia aberta ou por cirurgia torácica vídeo-assistida (VATS). II. O prognóstico após lobectomia depende da condição subjacente e da reserva funcional do paciente. Em casos de câncer, a ressecção completa e a ausência de metástases são fatores prognósticos favoráveis. III. A decisão de realizar uma lobectomia depende da avaliação completa da função pulmonar, sendo que o VEF1 abaixo de 30% indica que o paciente está apto para a realização do procedimento.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Gabarito comentado
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Tema central: avaliação e conduta cirúrgica na lobectomia pulmonar para nódulo suspeito de carcinoma broncogênico, com foco em via de acesso, prognóstico e estratificação funcional pré-operatória.
Gabarito: B — Apenas I e II.
I. Verdadeira. A lobectomia pode ser realizada por toracotomia aberta ou por cirurgia torácica vídeo-assistida (VATS). Em estádios iniciais de CPNPC (NSCLC), a VATS é amplamente aceita, com menor dor, menor tempo de internação e complicações semelhantes, mantendo resultados oncológicos equivalentes à via aberta quando há ressecção R0 e linfadenectomia adequada. Referências: ACCP/ERS-ESTS Guidelines; NCCN; UpToDate.
II. Verdadeira. O prognóstico após lobectomia depende da doença de base e da reserva funcional. No câncer, são favoráveis: ressecção completa (R0), ausência de metástases e linfonodos negativos (estadiamento precoce). A literatura (Harrison’s, NCCN, UpToDate) reforça que o estágio patológico é o principal determinante de sobrevida.
III. Falsa. A decisão cirúrgica NÃO se baseia em VEF1 absoluto “abaixo de 30% apto”. O correto é calcular os valores pós-operatórios previstos (ppoFEV1 e ppoDLCO), considerando o número de segmentos removidos. Diretrizes ACCP/ERS-ESTS: - Risco baixo: ppoFEV1 e ppoDLCO ≥ 60%. - Risco intermediário: 30–60% → avaliar exercício (VO₂máx, teste de escada). - Risco alto: <30% → elevada morbimortalidade; considerar alternativas (segmentectomia, radioterapia estereotáxica).
Estratégia de prova (pegadinha): procure as palavras “ppoFEV1/ppoDLCO”. Se aparecer apenas “VEF1 <30% apto”, está errado. O limiar de 30% define alto risco, não “aptidão”.
Análise das alternativas:
- A (Apenas III): incorreta, pois III é falsa.
- B (Apenas I e II): correta — I e II estão alinhadas às diretrizes atuais.
- C (II e III): incorreta — inclui a afirmativa III, que está errada.
- D (Apenas II): incorreta — desconsidera I, que é verdadeira.
- E (Apenas I): incorreta — desconsidera II, que é verdadeira.
Resumo clínico aplicável: no candidato à lobectomia por NSCLC, confirmar ressecabilidade e estadiamento, escolher via (VATS sempre que possível), e estratificar risco com ppoFEV1/ppoDLCO e, se necessário, teste cardiopulmonar. Fontes: ACCP/ERS-ESTS (avaliação pré-operatória), NCCN/UpToDate (tratamento cirúrgico), Harrison’s (prognóstico por estadiamento).
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