Durante exame ultrassonográfico de vesícula biliar, observa...

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Q4068473 Medicina
Durante exame ultrassonográfico de vesícula biliar, observa-se artefato em forma de “cauda de cometa” atrás de pequenas lesões hiperecogênicas. Esse achado indica
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O achado de cauda de cometa atrás de pequenas lesões hiperecogênicas na vesícula biliar corresponde a reverberação linear por interfaces muito refletoras, classicamente associada a cristais de colesterol/colesterolose; isso o diferencia de colelitíase, que tipicamente produz sombra acústica posterior.

Tema central: Cauda de cometa vesicular
Análise das alternativas
A
Errada
Gás intramural pode produzir reverberações e artefatos sujos, mas esse não é o padrão clássico descrito na questão. O enunciado fala em pequenas lesões hiperecogênicas vesiculares com cauda de cometa focal, associação típica de colesterolose/cristais de colesterol, não de gás intramural.
B
Errada
Colelitíase é eliminada pelo tipo de artefato posterior. Cálculo biliar tipicamente atenua o feixe e produz sombra acústica posterior limpa; a questão descreve reverberação linear em cauda de cometa, que é outro mecanismo físico e aponta para colesterolose/cristais de colesterol.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve exatamente o mecanismo e a correlação do achado: pequenas interfaces ricas em colesterol na vesícula biliar geram reverberação linear posterior, formando a cauda de cometa. Esse é o padrão ultrassonográfico clássico da colesterolose/cristais de colesterol, inclusive em associação com seios de Rokitansky-Aschoff com conteúdo de colesterol.
D
Errada
Artefato de refração em ângulo oblíquo decorre de desvio do feixe e pode alterar posição aparente ou gerar duplicações, mas não explica uma cauda de cometa posterior a foco ecogênico. O achado descrito é de reverberação posterior, não de refração.
E
Errada
Falha de foco eletrônico seria problema técnico de focalização do aparelho e não produz o padrão localizado e clássico de cauda de cometa atrás de pequenas lesões hiperecogênicas. A questão descreve um artefato físico tecidual com correlação anatomopatológica, não defeito de equipamento.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre toda imagem hiperecogênica na vesícula ser cálculo e o fato de que o critério decisivo não é a ecogenicidade isolada, mas o artefato posterior: cauda de cometa indica reverberação por colesterol; cálculo típico faz sombra acústica.
Dica para questões semelhantes
  • Em vesícula biliar, diferencie pelo artefato posterior: cauda de cometa sugere reverberação por colesterol; sombra acústica sugere cálculo.
  • Quando o enunciado citar pequenas lesões hiperecogênicas com cauda de cometa, pense primeiro em colesterolose/cristais de colesterol.
  • Não misture mecanismos de artefato: reverberação posterior, refração e falha técnica do aparelho têm padrões e causas diferentes.

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