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Q738599 Português

      Desde seu descobrimento, o Brasil despertou a cobiça mundial por sua fauna e flora. Sua rica e preciosa biodiversidade sempre esteve na mira daqueles que aqui aportaram. Até hoje, a bandeira brasileira exalta o verde de nossas matas, e o hino proclama que “nossos bosques têm mais vida” e “teus risonhos, lindos campos têm mais flores”. A cada ano, porém, os dados apontam um destino menos romântico para nossos símbolos patrióticos: as matas já não são tantas, e nossos bosques estão cada vez mais silenciosos.

      O processo de desenvolvimento cultural da população brasileira foi singular, possibilitando o encontro entre povos conquistadores e povos que mantinham uma estreita relação com a natureza e o meio ambiente. Ainda hoje observamos, nos grandes centros urbanos ou nos mais distantes rincões do nosso território, a presença de vários animais silvestres convivendo com o ser humano em uma relação de domínio e de admiração.

      O hábito de manter animais silvestres como mascotes vem desde o tempo da colonização do Brasil. Quando os portugueses aqui aportaram, incorporaram a prática dos índios nativos de manter macacos e aves tropicais como seus animais de estimação, além de utilizarem o colorido das penas de aves brasileiras para adorno de chapéus e outras peças do vestuário.

      Segundo o jornalista brasileiro Eduardo Bueno, durante os 30 primeiros anos após o descobrimento do Brasil, as naus portuguesas que deixavam o País costumavam levar em seus porões aproximadamente 3.000 peles de onças (Panthera onca) e 600 papagaios (Amazona sp.), em média. Ao serem desembarcadas na Europa, essas “mercadorias” estariam logo enfeitando vestidos e palácios do Velho Mundo. Usar chapéus ornados com penas coloridas de aves tropicais era considerado de muito bom gosto e quase sempre era um luxo reservado apenas às classes mais abastadas. Aquele olhar estrangeiro de cobiça se perpetua até hoje; todavia, carrega mais que uma simples curiosidade: ele traduz a certeza de que possuímos a maior reserva de biodiversidade do planeta, e nela estão contidas muitas respostas que ainda não chegaram ao conhecimento humano.

      (…)

                                       <http://www.pmambientalbrasil.org.br/txt-trafico.htm> - adaptado  

Assinalar a alternativa que contém a concordância verbal CORRETA:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O comando "Assinalar a alternativa que contém a concordância verbal CORRETA:" define um critério normativo de análise das opções. Em A, o verbo concorda corretamente com o sujeito plural posposto em "Vivam os nossos animais!"; já B, C e D contrariam a norma-padrão por locução cristalizada ou por concordância verbal inadequada.

Tema central: Concordância verbal
Análise das alternativas
A
Certa
Em "Vivam os nossos animais!", o sujeito é "os nossos animais", cujo núcleo está no plural. A posição posposta do sujeito não dispensa a concordância: o verbo deve ir para a 3.ª pessoa do plural. Assim, "vivam" está corretamente empregado.
B
Errada
A incorreção está em "haja visto". Nesse contexto, a locução consagrada é "haja vista", com valor equivalente a "tendo em vista". A forma apresentada não se sustenta no padrão cobrado pela questão.
C
Errada
Em "doa-se cães e gatos", o "se" funciona como partícula apassivadora, e "cães e gatos" é sujeito paciente plural. Nessa estrutura, o verbo deve concordar com esse sujeito: o correto seria "doam-se cães e gatos".
D
Errada
Com sujeito composto formado por "tu e ele", a concordância normativa tradicional exigida em prova vai para a 2.ª pessoa do plural. Por isso, a forma esperada é "sois", e não "são".
Pegadinha da questão
A banca explora confusões típicas: em A, o sujeito posposto pode fazer o candidato esquecer a concordância no plural; em C, o "se" pode ser lido indevidamente como indeterminação do sujeito; em D, o uso coloquial brasileiro pode levar à aceitação de "são"; em B, a semelhança com formas participiais pode mascarar o caráter fixo de "haja vista".
Dica para questões semelhantes
  • Mesmo com sujeito depois do verbo, a concordância continua sendo feita com o núcleo do sujeito.
  • Com "se" apassivador, verifique se há sujeito paciente expresso; se houver, o verbo deve concordar com ele.
  • Em prova normativa, diferencie uso corrente de forma exigida pela norma-padrão, especialmente com "tu".
  • Desconfie de expressões cristalizadas: nem toda forma que parece analógica está correta no padrão cobrado.

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Comentários

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Breve comentário sobre a Letra D:

 

Os núcleos do sujeito são constituídos de PESSOAS GRAMATICAIS DIFERENTES 

O VERBO FICARÁ NO PLURAL seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.

Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Atenção:
No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa.


Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Irei eu e minhas amigas.

Discordo do gabarito! (peçam comentário)

 

É incrível como bancas pequenas e emergentes querem "se pagar" de grandonas tentando constituir questões mais rebuscadas quando na verdade botam é os pés pelas mãos!

 

Sobre a letra A) essa expressao "Viva! ou Vivam!" há uma enorme celeuma na gramática pois muitos gramáticos a entendem como uma interjeiçao e nao aceitam sua variaçao, dentre eles o conhecido Domingos Paschoal Cegalla; ao passo que outra corrente entende a expressão como verbo e permite, portanto, a variação conforme o sujeito. Agora faça-me o favor... Querer problematizar em questões de gramática, com tanta coisa complexa e já sedimentada para se cobrar!! 

Sobre a letra D), todas as minhas anotações e pesquisas que acabei de fazer apontam que quando há sujeito composto por pessoas gramaticais sendo elas: Tu (2ªp) e Ele (3ªp) a concordância se faz com a segunda pessoa do plural = Vós sois; sendo aceita, também a concordância com a terceira pessoa do plural = Eles são, conforme segue:

 

"Se o sujeito vier composto por pronomes pessoais diferentes – o verbo concordará conforme a prioridade gramatical das pessoas.
Ex.: Eu e você somos pessoas responsáveis.
Atenção! Tu e ela estudais / estudam. A segunda forma é mais usada atualmente."

(fonte: http://educacao.globo.com/portugues/assunto/usos-da-lingua/concordancia-verbal-e-nominal.html)

 

(...)

 

"Sujeito composto de diferentes pessoas gramaticais – depende da pessoa prevalente

eu + outros pronomes – verbo na 1ª pessoa plural (eu, tu e ele sairemos)

tu + eles – verbo na 2ª pessoa do plural (preferência) ou 3ª pessoa do plural (tu e teu colega estudastes/estudaram)"

(fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/portugues/concordancia-verbal)

ÓTIMO COMENTÁRIO, BRENDA!

Questão poderia ser anulada


D) Tu e Ele são excelentes profissionais.


Entre a 2º e a 3º pessoa não há prevalência, podendo ser utilizado uma ou outra, porém é mais utilizado a 2º.

Mas não é regra

Gabarito: A

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