A ferrovia Madeira-Mamoré foi concluída em 1912 e teve com...
Esse produto, ao qual o enunciado se refere é a:
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Alternativa correta: D - borracha.
1. Tema central da questão
A questão aborda a importância da ferrovia Madeira-Mamoré para o transporte de produtos de valor econômico vindos da Bolívia no início do século XX, com foco em um produto específico que justificou a construção dessa ferrovia.
2. Resumo teórico
A ferrovia Madeira-Mamoré foi fundamental para escoar a produção de borracha, extraída principalmente na região amazônica e nas áreas bolivianas. No auge do chamado Ciclo da Borracha (final do século XIX até início do XX), a borracha tinha valor estratégico global, usada principalmente na indústria automobilística (pneus) e outros produtos industriais. A ferrovia permitiu contornar as quedas e corredeiras do rio Madeira, facilitando o transporte até o Atlântico. Fontes, como o IBGE e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), confirmam a ligação da ferrovia com o ciclo da borracha.
3. Justificativa da alternativa correta
A borracha era o produto boliviano de grande valor econômico que motivou a construção da ferrovia Madeira-Mamoré. Ela era extraída na Bolívia, transportada até Guajará-Mirim (atual Rondônia) e, de lá, via ferrovia até Porto Velho, para seguir aos mercados consumidores, principalmente Europa e EUA.
4. Análise das alternativas incorretas
- A - Castanha: Produto importante da Amazônia, mas não era o principal foco econômico da ferrovia nessa época.
- B - Carnaúba: Planta típica do Nordeste, não da região amazônica e boliviana.
- C - Erva-mate: Muito produzida no Sul do Brasil, não na Amazônia ou Bolívia.
- E - Pimenta-do-reino: Importante para a economia amazônica, mas só décadas depois da construção da ferrovia.
5. Estratégias de resolução
Observe sempre palavras-chave como “ferrovia Madeira-Mamoré”, “produto de valor econômico”, “Bolívia” e a época histórica (início do século XX). Relacione essas pistas ao contexto histórico do Ciclo da Borracha.
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Durante a 2ª Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré voltou a ter grande valor estratégico para o Brasil, operando plenamente para suprir o transporte de borracha, utilizada no esforço de guerra aliado. Em 1957, quando ainda registrava um intenso tráfego de passageiros e cargas, a ferrovia integrava as dezoito empresas constituintes da Rede Ferroviária Federal.
Em 25 de maio de 1966, depois de 54 anos de atividades, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré teve sua desativação determinada pelo então Presidente da República Humberto de Alencar Castelo Branco. A ferrovia deveria ser, porém, substituída por uma rodovia, a fim de que não se configurasse rompimento e descumprimento do Acordo celebrado em Petrópolis, em 1903. Tal rodovia materializou-se nas atuais BR-425 e BR-364, que ligam Porto Velho a Guajará-Mirim. Duas de suas pontes metélicas ainda servem ao tráfego de veículos. Em 10 de julho de 1972 as máquinas apitaram pela última vez. A partir daí, o abandono foi total e, em 1979, o acervo começou a ser vendido como sucata para a siderúrgica de Mogi das Cruzes, em São Paulo.
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