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Q3414310 Português
6 raças de cães proibidas ao redor do mundo

        Recentemente, o Reino Unido baniu a raça de cães American Bully XL no país. A raça foi considerada um “perigo para a comunidade” após uma série de ataques nos últimos anos — incluindo dois fatais, contra um homem de 52 anos e uma criança de 10.
        Na terra do rei, seu cão pode ser apreendido pelo governo caso seja de uma das raças proibidas — mesmo que ele não apresente qualquer comportamento agressivo ou reclamação da vizinhança. O cão não é sacrificado de imediato, mas você deve passar por um julgamento e provar que seu animal de estimação não é uma ameaça. Depois, o bichinho precisa ser castrado e registrado como “permitido” no país — além de andar sempre de focinheira, coleira e com chip.
        O pit bull é banido ou possui restrições em cerca de 24 países, como Reino Unido, Espanha, Rússia, Argentina, Itália e Nova Zelândia. Outros países têm leis que regulam a adoção desses cães. É o caso dos Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Japão e Brasil — por aqui, eles precisam usar focinheira e devem ser castrados.
        A raça foi criada para ser um cão de guarda, por isso é comum que ele carregue o estereótipo agressivo. Eles são conhecidos pela sua força e robustez de sua mordida. Por causa de seu físico atlético e alta energia, é preciso passear bastante para mantê-lo saudável.
        O Doberman é banido em alguns países do leste europeu, além da Irlanda e de algumas partes dos EUA, que restringem a circulação da raça. Assim como o pit bull, ela foi criada como cão de guarda. Por causa de seus instintos protetores e pouca amistosidade com estranhos, eles costumam ser mal vistos. Sem o devido treinamento, seus instintos mais agressivos podem ser aflorados. Especialistas recomendam iniciar a socialização e convivência entre humanos logo quando filhote.
        A raça japonesa Tosa Inu é banida em 18 países, como Reino Unido, Dinamarca e França. Ela foi criada para ser utilizada em brigas de cães e, por isso, seu banimento também é uma forma de atrapalhar a prática ilegal. A raça de grande porte pode ser paciente e tranquila, mas apresenta comportamentos destrutivos se não for educada corretamente.
        No fim das contas, tudo vai depender da personalidade do bicho e da eficácia do adestramento. Independentemente da raça do cachorro, é preciso educá-lo da maneira correta.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta uma frase na qual a conjunção ou locução conjuntiva corresponde ao sentido indicado entre parênteses: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Comentário da questão:

Tema central: Esta questão avalia a compreensão sobre conjunções subordinativas e o sentido lógico que elas estabelecem entre as orações – um dos tópicos mais cobrados em provas de Língua Portuguesa para concursos.

Conceito fundamental: Conjunções subordinativas são conectivos que ligam duas orações, atribuindo à segunda um valor semântico específico, como causa, finalidade, concessão, tempo, entre outros. A habilidade de reconhecer esse valor é determinante na resolução desse tipo de questão.

Alternativa C – Correta
Justificativa:
A locução conjuntiva “para que” introduz uma oração subordinada adverbial final, além de corresponder exatamente ao sentido pedido entre parênteses: finalidade. Na frase, fica claro que a ação dos países investir na recolocação visa um objetivo: “não faltar mão de obra”.
Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, “as orações finais são introduzidas por ‘para que’, ‘a fim de que’, trazendo a intenção, o propósito da ação principal”.

Análise das alternativas incorretas

A) “Quanto mais” – Proporcionalidade, não comparação.
Exemplo clássico: “Quanto mais estudo, mais aprendo.” – Aqui, demonstra-se a relação em grau progressivo, não simples comparação.

B) “Ainda que” – Concessão, não tempo.
Assim como “embora”, “ainda que” expressa ideia de contraste: “Ainda que chova, irei.” Não transmite marca temporal.

D) “tão ... que” – Consecutiva, não causa.
Frases desse tipo mostram consequência: “O texto estava tão difícil que poucos entenderam.”
Segundo Bechara, “a oração consecutiva indica o efeito, o resultado da principal”.

Dica para a prova: Leitura atenta do conectivo e do contexto da frase é essencial. Pergunte a si mesmo: “O que expressa a relação? É finalidade, consequência, proporção, contraste?” Isso facilita descartar as opções erradas.

Portanto, C é a única que respeita o sentido solicitado (finalidade) de acordo com a norma-padrão.

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Comentários

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Quanto mais = comparação

Ainda que = concessão

Que = consequência

Quanto mais está com sentido de proporção no contexto: Quanto mais o país envelhece, há menos pessoas...

GABARITOS:A e C estão CERTOS!

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