"Levei pra minha casa"Reescrevendo o trecho acima de outras ...
Sônia Rosa
Encontrei
um livro abandonado
na rua
Era um livro
cheio de histórias...
Estava sujo
maltratado
Levei pra minha casa
Cuidei dele
Tratei de suas feridas
Criei capa bonita
Consegui recuperá-lo!
Foi assim que as histórias
entraram na minha casa
E nunca mais saíram
(Fonte: Palavras encantadas. Rio de Janeiro. Ed. Zit, 2008)
"Levei pra minha casa"
Reescrevendo o trecho acima de outras maneiras, fica CORRETA a seguinte forma:
Gabarito comentado
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Tema da questão: Ortografia e padrão culto (variante “para” x “pra”), acento diferencial (Acordo Ortográfico de 1990) e emprego do artigo com possessivo; observação sobre crase após “para”.
Estratégia para resolver: em reescritas que pedem a forma “correta” no padrão formal, prefira a preposição “para” (evitando “pra”), verifique se há artigo diante de substantivo com possessivo (“a minha casa”) e lembre-se de que “para” não admite crase (não se usa “para à”). Descarte grafias não dicionarizadas e acentos abolidos pelo Acordo Ortográfico.
Regra aplicada (gramática normativa):
- “Para” é a forma padrão; “pra” é redução coloquial (VOLP/ABL registra “pra” como variante, mas seu uso é informal; em provas, privilegie “para”).
- Não há crase depois de “para” (crase = fusão de “a” preposição + “a(s)” artigo; “para” já é preposição independente). Cf. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo.
- O acento diferencial em “pára” foi abolido pelo Acordo Ortográfico de 1990 (mantêm-se “pôr/por” e “pôde/pode”, e “fôrma/forma” é facultativo). Assim, “pára” não se usa mais como forma do verbo “parar”. Fonte: Acordo Ortográfico/1990 e VOLP/ABL.
- Com possessivo, o artigo definido é comum no padrão culto: “para a minha casa”; sem o artigo (“para minha casa”) também é possível, mas a versão com artigo é plenamente normativa.
Alternativa correta: D — “Levei para a minha casa.”
- Usa a forma padrão “para”.
- Emprega corretamente o artigo ‘a’ com o possessivo (“minha casa”).
- Sem crase após “para”, como manda a norma.
Exemplos paralelos corretos no padrão: “Vou para a escola.” / “Voltei para a minha cidade.”
Por que as demais estão incorretas:
A — Usa “prá a”: além de “prá” (grafia com acento) não constar no VOLP, há redundância/má formação ao juntar a redução coloquial “pra” com o artigo “a” de modo gráfico inadequado.
B — Usa “prá”: a grafia com acento agudo é não normativa; mesmo “pra” (sem acento) é coloquial e, em prova, prefere-se “para”.
C — Usa “pra a”: mistura a forma coloquial “pra” com o artigo “a” de maneira desaconselhada no padrão; a forma correta, no registro formal, é “para a” (ou apenas “pra minha casa” no coloquial, sem o artigo).
E — Usa “pára”: o acento diferencial foi abolido pelo AO/1990; além disso, “pára” seria o verbo parar, e o contexto exige a preposição “para”. Duplo erro (ortográfico e morfossintático).
Pegadinhas que a banca costuma explorar:
- Acento abolido em “pára” (não caia nessa!).
- Crase após “para”: não existe (“para à” é incorreto).
- Registro: em reescrita pedindo correção normativa, prefira “para” ao “pra”.
Referências úteis: Bechara (Moderna Gramática Portuguesa); Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo); VOLP/ABL; Acordo Ortográfico de 1990.
Gabarito: D
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