Modelos planetários mais realistas indicam
que a densidade de um corpo celeste pode variar
significativamente com a profundidade, refletindo
diferenças de composição, compressibilidade
e história térmica. Em particular, considere um
planeta idealizado como um corpo esférico,
estático e isolado, de raio R, no qual a densidade
volumétrica de massa não é uniforme, mas varia
continuamente com a distância ao centro segundo
a expressão ρ(r) = ρ0
(1 - r / R), 0 ≤ r ≤ R, onde ρ0
é
uma constante positiva e r representa a coordenada radial medida a partir do centro do planeta. Admita
que o campo gravitacional gerado pelo planeta
seja descrito pela gravitação newtoniana e que a
distribuição de massa apresente simetria esférica
perfeita. Despreze efeitos relativísticos, rotações e
deformações do corpo, e assuma que a constante
gravitacional universal é G. Determine a expressão
do módulo do campo gravitacional g(r) em um
ponto localizado a uma distância r do centro do
planeta, com r < R.
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