Um paciente de 50 anos, etilista crônico e com estigmas de ...

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Q4036781 Medicina
Um paciente de 50 anos, etilista crônico e com estigmas de hepatopatia crônica (circulação colateral, eritema palmar), chega à emergência com hematêmese volumosa e instabilidade hemodinâmica (PA 8050 mmHg, FC 120 bpm). Após estabilização volêmica inicial com cristaloides, qual a sequência correta de condutas farmacológicas e endoscópicas prioritárias para este caso de provável Hemorragia Digestiva Alta Varicosa? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve provável hemorragia digestiva alta varicosa em cirrótico com instabilidade hemodinâmica; nesse cenário, a alternativa correta é a que prioriza droga vasoativa e antibiótico profilático de imediato, com endoscopia precoce após estabilização.

Tema central: HDA varicosa aguda
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única compatível com o manejo recomendado na suspeita de sangramento varicoso: a terapia vasoativa e a antibioticoprofilaxia não devem aguardar a confirmação endoscópica, e a EDA deve ser feita precocemente após a estabilização inicial para tratamento endoscópico das varizes, preferencialmente com ligadura elástica nas varizes esofágicas.
B
Errada
Erra ao inverter a sequência recomendada: na suspeita de sangramento varicoso, não se espera a EDA para iniciar vasoativo e antibiótico. Além disso, beta-bloqueador não é a medida hemostática inicial da hemorragia varicosa aguda e pode ser inadequado em paciente com hipotensão e taquicardia por sangramento ativo.
C
Errada
Erra ao exigir normalização do coagulograma antes da endoscopia como etapa obrigatória. Na cirrose, INR e coagulograma não refletem de forma confiável o risco hemorrágico, e a correção rotineira com plasma e plaquetas para normalizar exames não é a estratégia prioritária; essa conduta pode atrasar a hemostasia endoscópica e o tratamento específico com vasoativo e antibiótico.
D
Errada
Erra por aplicar a lógica da HDA não varicosa, priorizando IBP em infusão contínua, e por postergar a terlipressina para falha endoscópica. Em provável sangramento varicoso, a terapia vasoativa é imediata e faz parte do tratamento inicial; IBP não substitui o manejo específico da hipertensão portal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre manejo da HDA varicosa e da HDA não varicosa, além da falsa ideia de que é preciso confirmar por endoscopia antes de iniciar vasoativo e antibiótico.
Dica para questões semelhantes
  • Cirrótico com hematêmese e sinais de hipertensão portal deve ser tratado inicialmente como sangramento varicoso até prova em contrário.
  • Na suspeita de HDA varicosa, vasoativo e antibiótico vêm antes da confirmação endoscópica.
  • A EDA é precoce após estabilização inicial, idealmente em até 12 horas, com ligadura elástica se houver varizes esofágicas sangrantes.
  • Não confunda tratamento do episódio agudo com profilaxia secundária: beta-bloqueador não é medida hemostática inicial.

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