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Q3995494 Medicina
M.M.G, 60 anos, submetido a lobectomia direita, encontra-se sob ventilação monopulmonar (one-lung ventilation – OLV) com tubo de duplo lúmen (DLT) corretamente selecionado. Após o início da OLV, a saturação periférica de oxigênio (SpO₂) reduz-se de 98% para 86%, mantendo pressão arterial e frequência cardíaca estáveis e capnografia adequada. Considerando a sequência racional e segura de manejo da hipoxemia durante a ventilação monopulmonar, qual é a conduta inicial mais apropriada?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na hipoxemia após início da ventilação monopulmonar, a sequência inicial segura é excluir causa técnica reversível, especialmente malposição do tubo de duplo lúmen, e otimizar FiO2/ventilação do pulmão dependente; no caso, houve queda da SpO2 para 86% durante OLV, com DLT apenas corretamente selecionado, mas sem confirmação do posicionamento naquele momento, o que favorece a necessidade de fibrobroncoscopia antes de escalonar para PEEP ou CPAP.

Tema central: Hipoxemia na ventilação monopulmonar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque interromper definitivamente a ventilação monopulmonar e converter para ventilação bipulmonar sem tentar correções básicas ignora a etapa inicial de excluir malposição do DLT e otimizar a ventilação/FiO2 do pulmão dependente. A conversão pode corrigir o shunt, mas não é a primeira conduta racional quando ainda há medidas iniciais escalonadas a serem feitas.
B
Errada
Está errada porque CPAP no pulmão não dependente é medida adjuvante para hipoxemia na OLV, não a primeira intervenção isolada. Antes disso, deve-se confirmar o posicionamento do DLT e corrigir fatores ventilatórios básicos do pulmão dependente. Além disso, essa manobra pode interferir no campo operatório, o que reforça que seu uso deve ser escalonado.
C
Errada
Está errada porque reduzir a FiO2 diante de SpO2 de 86% contraria o manejo da hipoxemia intraoperatória. Na OLV, a prioridade é otimizar a oferta de oxigênio e a ventilação do pulmão dependente; reduzir FiO2 piora a reserva de oxigenação. A preocupação com atelectasia por absorção não justifica essa conduta em uma dessaturação aguda já instalada.
D
Certa
A alternativa D está correta porque segue a ordem apropriada do manejo da dessaturação durante a ventilação monopulmonar: confirmar o posicionamento do DLT por fibrobroncoscopia, já que a malposição é causa frequente e reversível de hipoxemia nessa situação, e otimizar a oxigenação do pulmão dependente com ajuste de FiO2 e ventilação. Se a hipoxemia persistir, aí sim se consideram medidas adjuvantes como PEEP no pulmão dependente ou CPAP no não dependente, conforme resposta clínica e viabilidade cirúrgica.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre uma medida útil de resgate, como CPAP no pulmão não dependente, e a conduta inicial obrigatória; também testa se o candidato percebe que DLT corretamente selecionado não significa DLT corretamente posicionado, e que capnografia adequada não exclui malposição.
Dica para questões semelhantes
  • Em dessaturação durante OLV, pense primeiro em causa técnica reversível: confirmar o DLT com fibrobroncoscopia vem antes de medidas adjuvantes.
  • Na hipoxemia intraoperatória, a sequência inicial é otimizar FiO2 e ventilação do pulmão dependente, não reduzir FiO2.
  • PEEP no pulmão dependente e CPAP no não dependente são medidas escalonadas após correção dos fatores básicos.
  • Capnografia adequada e estabilidade hemodinâmica não descartam problema de posicionamento do DLT.

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