J.G.S, feminino, 72 anos, em pós-operatório recente de cole...

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Q3995490 Medicina
J.G.S, feminino, 72 anos, em pós-operatório recente de colectomia, evolui após 24 horas com queda da hemoglobina de 10,2 g/dL para 7,1 g/dL. Encontra-se hemodinamicamente estável, sem sangramento ativo, sem dor torácica, sem sinais clínicos de hipoperfusão, lactato sérico normal e respirando em ar ambiente. Qual é a conduta mais adequada? Assinale a alternativa mais adequada entre as opções listadas abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em adulto hemodinamicamente estável, sem sangramento ativo e sem sinais de hipóxia tecidual, adota-se estratégia transfusional restritiva; nesse contexto, a hemoglobina de 7,1 g/dL favorece considerar transfusão em torno de 7 g/dL, sempre com individualização clínica. Esse critério torna a alternativa D a correta e afasta condutas absolutas.

Tema central: Transfusão no pós-operatório
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ausência de sangramento ativo não exclui indicação de transfusão. A necessidade de concentrado de hemácias depende do contexto clínico global, incluindo sintomas de anemia, sinais de hipóxia tecidual, isquemia miocárdica, instabilidade hemodinâmica e hipoperfusão. Transformar a ausência de sangramento em veto absoluto à transfusão é tecnicamente incorreto e potencialmente perigoso.
B
Errada
Está errada porque Hb abaixo de 8 g/dL não determina transfusão obrigatória em todos os pacientes. No caso, a paciente está estável, sem sangramento ativo, sem dor torácica, sem hipoperfusão e com lactato normal, cenário compatível com estratégia restritiva. Além disso, indicar imediatamente 2 concentrados de forma padronizada ignora a necessidade de individualização e reavaliação clínica.
C
Errada
Está errada porque usar 6 g/dL como corte único e independente do contexto contraria o critério médico decisivo. Pacientes podem necessitar transfusão acima desse valor se apresentarem sintomas, isquemia, instabilidade, hipoxemia ou menor tolerância à anemia. Essa alternativa erra por desconsiderar que a decisão transfusional não pode ser feita por um limiar rígido isolado.
D
Certa
A alternativa D está correta por propor a conduta compatível com o cenário clínico descrito, sem impor um limiar fixo e sem ignorar a avaliação global da paciente.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de decidir apenas pelo número da hemoglobina. O erro seria ignorar que estabilidade hemodinâmica, ausência de sangramento ativo e ausência de sinais de hipóxia tecidual afastam tanto a transfusão automática abaixo de 8 g/dL quanto a proibição de transfundir sem sangramento.
Dica para questões semelhantes
  • Não use a hemoglobina isoladamente: integre estabilidade hemodinâmica, sangramento ativo, perfusão e sinais de isquemia.
  • Em adulto estável e sem hipóxia tecidual, pense em estratégia transfusional restritiva, com referência prática em torno de 7 g/dL.
  • Desconfie de alternativas com linguagem absoluta como sempre, nunca ou independentemente do contexto clínico.

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