Paciente adulto no pós-operatório imediato de cirurgia cardí...

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Q3995487 Medicina
Paciente adulto no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca, monitorizado com cateter arterial e cateter de artéria pulmonar, apresenta baixo débito cardíaco (índice cardíaco de 1,7 L·min–1·m–2), resistência vascular sistêmica elevada, pressão arterial média preservada e sinais de hipoperfusão periférica. Não há evidência de hipovolemia ou tamponamento cardíaco. Nesse contexto hemodinâmico, qual é a droga vasoativa mais utilizada entre as alternativas abaixo?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso descreve baixo débito pós-operatório com índice cardíaco de 1,7 L·min−1·m−2, hipoperfusão periférica, resistência vascular sistêmica elevada, pressão arterial média preservada e ausência de hipovolemia ou tamponamento. Esse perfil é de falência de bomba com vasoconstrição compensatória, em que a conduta entre as alternativas é priorizar inotropia com redução discreta da pós-carga; por isso, a dobutamina é a opção correta.

Tema central: Baixo débito cardíaco pós-operatório
Análise das alternativas
A
Errada
Fenilefrina é agonista alfa-1 praticamente puro. Em um paciente com resistência vascular sistêmica já elevada, seu efeito predominante seria aumentar ainda mais a pós-carga, sem oferecer suporte inotrópico relevante. Isso confronta o problema central do caso, que é baixo débito por falência de bomba, e pode reduzir mais o débito cardíaco em ventrículo deprimido.
B
Certa
A dobutamina está correta porque é a única opção que trata diretamente o defeito hemodinâmico descrito: baixo débito por disfunção contrátil. Seu agonismo beta-1 aumenta a contratilidade e o débito cardíaco, e seu efeito beta-2 discreto pode reduzir a resistência vascular sistêmica, favorecendo a ejeção ventricular quando a pós-carga já está elevada. Como a pressão arterial média está preservada, não há indicação principal de acrescentar vasoconstrição; o objetivo é restaurar perfusão elevando o índice cardíaco.
C
Errada
Vasopressina é vasoconstritora e tem racional sobretudo quando há vasodilatação ou vasoplegia. O enunciado mostra o oposto: resistência vascular sistêmica elevada, não reduzida. Portanto, ela não corrige o componente principal de baixo débito por disfunção miocárdica e ainda pode aumentar a pós-carga, o que é tecnicamente inadequado nesse perfil hemodinâmico.
D
Errada
Noradrenalina tem efeito alfa predominante, apesar de algum beta-1. Seu papel é mais apropriado quando há hipotensão importante ou vasoplegia. Aqui, a pressão arterial média está preservada e a resistência vascular sistêmica já está alta; assim, aumentar tônus vascular tende a elevar a pós-carga sem atacar de forma prioritária o baixo débito. Entre as opções, ela não é a droga mais adequada para esse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hipoperfusão periférica e necessidade automática de vasopressor. Aqui a hipoperfusão deve ser interpretada junto com índice cardíaco baixo, resistência vascular sistêmica elevada e pressão preservada, o que define necessidade de inotrópico, não de mais vasoconstrição.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se o perfil é de falência de bomba ou de vasoplegia: baixo débito com RVS alta favorece inotrópico; RVS baixa favorece vasoconstritor.
  • Hipoperfusão não define sozinha a droga vasoativa; integre sempre índice cardíaco, RVS e pressão arterial média.
  • Quando a pressão está preservada e a pós-carga já está alta, evite escolher agentes predominantemente vasoconstritores como resposta principal ao baixo débito.
  • Se o enunciado afasta hipovolemia e tamponamento, o raciocínio deve se concentrar no perfil farmacológico capaz de corrigir a disfunção hemodinâmica restante.

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