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Q4275201 Saúde Pública
Leia o estudo de caso a seguir:
Em visita domiciliar de rotina, um agente de combate a endemias é informado pela moradora de que seu filho, de 9 anos, apresenta febre há três dias, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo e manchas vermelhas na pele. A família ainda não procurou serviço de saúde e relata ter oferecido à criança medicamento existente na residência.
O agente conclui a inspeção dos depósitos do imóvel. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A criança apresenta manifestações compatíveis com dengue e ainda não procurou atendimento; o critério decisivo é priorizar a avaliação imediata em serviço de saúde, sem aguardar a evolução do quadro ou exames.

Tema central: Conduta do ACE diante de suspeita
Análise das alternativas
A
Errada
Restringe indevidamente a atuação ao controle de criadouros. A identificação de uma suspeita durante a visita exige também encaminhamento, comunicação e registro; concluir a inspeção ambiental não dispensa essas providências.
B
Errada
Adia o atendimento apesar das manifestações compatíveis com dengue. A orientação é procurar imediatamente o serviço de saúde, sem aguardar a evolução espontânea ou a próxima visita de rotina.
C
Errada
Impõe coleta e entrega de material biológico como condição prévia ao atendimento. A assistência não depende de exames específicos e não deve ser adiada para obtenção de amostras.
D
Errada
Substitui o encaminhamento por diagnóstico na visita, orientação de medicamentos disponíveis e observação exclusivamente familiar. Cabe ao ACE reconhecer a suspeita e encaminhar para avaliação clínica, não substituir essa avaliação por indicação medicamentosa; a orientação ministerial é não se automedicar.
E
Certa
A alternativa E respeita a atribuição do ACE de identificar casos suspeitos e encaminhá-los à unidade de referência, sem substituir a avaliação clínica, além de comunicar e registrar a ocorrência. Essas ações são sustentadas pela Lei nº 11.350/2006 e pela orientação do Ministério da Saúde de buscar atendimento imediatamente diante de sintomas compatíveis com dengue. Quanto ao boletim de campo, a base sustenta o dever de registrar conforme o fluxo do serviço, mas não comprova uma denominação nacional obrigatória para esse instrumento. O registro de campo também não substitui a notificação epidemiológica específica.
Pegadinha da questão
Confundir o trabalho de controle de criadouros com atuação exclusivamente ambiental ou, no extremo oposto, confundir o reconhecimento de uma suspeita com autorização para substituir a avaliação clínica e orientar medicamentos.
Dica para questões semelhantes
  • Diante de manifestações compatíveis com dengue, orientar atendimento imediato, sem esperar evolução do quadro ou exames.
  • Na visita do ACE, articular reconhecimento da suspeita, encaminhamento, comunicação e registro, sem assumir a avaliação clínica.
  • Distinguir o registro da atividade de campo da notificação epidemiológica específica, observando o fluxo definido pelo serviço.

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Comentários

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E

Orientar o encaminhamento imediato da criança à unidade de saúde, comunicar o caso suspeito à equipe de saúde do território e registrar a ocorrência no boletim de campo, conforme os protocolos de vigilância.

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