O Tribunal de Contas dispõe de duas bases de dados: • a pri...
• a primeira contém registros de contratações já analisadas, cada um identificado como regular ou como fraude confirmada;
• a segunda contém contratações recentes, ainda não analisadas e sem classificação prévia.
A equipe pretende utilizar essas bases para:
1. estimar o risco de fraude nas contratações recentes com base nos resultados das análises anteriores; e
2. identificar, entre os registros recentes, padrões anômalos que possam não estar representados nos casos históricos.
Considerando as técnicas de machine learning supervisionado e não supervisionado, assinale a estratégia mais adequada.
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Como o histórico está classificado e a questão propõe dois objetivos distintos para os registros recentes, a estratégia deve combinar as técnicas adequadas a cada objetivo, como faz a alternativa C.
- Quando a predição deve aproveitar resultados conhecidos, use os exemplos rotulados para treinar o modelo supervisionado.
- Separe treinamento de predição: registros novos não precisam estar classificados para receber predições de um modelo já treinado.
- Para buscar padrões anômalos sem classificação prévia, considere a análise não supervisionada, inclusive como complemento à predição baseada no histórico.
- Distinga estimativa de risco, detecção de anomalia e confirmação de fraude; os achados exigem avaliação posterior.
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Comentários
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Fonte: Gemini
Análise dos objetivos e das técnicas de machine learning:
- Estimar o risco de fraude nas contratações recentes com base nas análises anteriores: A primeira base de dados possui rótulos conhecidos (regular ou fraude confirmada). Treinar um modelo com dados previamente rotulados para prever a classe de novos dados é a definição de aprendizado supervisionado (classificação).
- Identificar padrões anômalos não representados nos casos históricos: A segunda base não possui rótulos. Para encontrar agrupamentos, outliers ou desvios de padrão em dados não rotulados sem depender de classificações passadas, utiliza-se o aprendizado não supervisionado (como detecção de anomalias ou clustering).
- Análise humana: Os padrões não supervisionados não constituem prova automática de fraude, devendo ser submetidos à verificação dos auditores.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Tenta inverter os conceitos, aplicando técnicas supervisionadas em dados não classificados.
- B: Incorreta. Não se pode aplicar técnicas supervisionadas em novos dados sem usar a base histórica treinada, além de ignorar o aprendizado não supervisionado para anomalias.
- C (Correta): Aplica a técnica supervisionada aos registros históricos rotulados para estimar o risco e a técnica não supervisionada aos registros recentes para identificar novos padrões anômalos.
- D: Incorreta. Um padrão anômalo detectado por algoritmo não supervisionado serve como indício de suspeita, não como prova definitiva de fraude.
- E: Incorreta. Descartar os rótulos históricos ignoraria o conhecimento já adquirido pelo tribunal e impediria a estimativa precisa do risco baseada em casos confirmados.
A alternativa correta é a C.
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