O uso do ácido acetilsalicílico na doença de Kawasaki deve s...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o tratamento da Doença de Kawasaki, uma vasculite aguda pediátrica que pode causar aneurismas de artéria coronária, tornando essencial o uso correto do ácido acetilsalicílico (AAS) em diferentes fases da doença.
Justificativa da alternativa correta (D): A resposta D) Em doses de 3 a 5 mg/kg após 48 horas do paciente estar afebril está de acordo com as recomendações oficiais. Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo e o Manual MSD, após administração de imunoglobulina e resolução da febre por pelo menos 48 horas, a dose de AAS deve ser reduzida para uma dose antiagregante plaquetária (3–5 mg/kg/dia). Essa medida visa diminuir o risco de trombose coronariana até o risco inflamatório desaparecer. Ressalte que o período de febre é o marcador fundamental para mudar a dose do AAS — não apenas a melhora laboratorial.
Análise das alternativas incorretas:
A) 30 a 80 mg/kg/dia após imunoglobulina EV: Dose incorreta para a fase antiagregante. Esta é uma dose intermediária, não padronizada pelas diretrizes brasileiras ou internacionais. Para efeito anti-inflamatório, utiliza-se 80–100 mg/kg/dia; para efeito antiagregante, a diretriz recomenda 3–5 mg/kg/dia.
B) 3 a 5 mg/kg/dia dividida em 3 doses: Fração da dose não faz sentido clínico, pois a dose antiagregante de AAS é administrada em dose única diária — e não fracionada.
C) Até a normalização dos exames laboratoriais nos pacientes com aneurismas: Impreciso. O AAS em dose antiagregante deve ser mantido até normalização dos exames e ausência de aneurismas — não apenas se houver aneurisma. O controle se baseia também em critérios ecocardiográficos, não exclusivamente laboratoriais.
E) Apenas em pacientes com aneurismas: Errado. O AAS em dose antiagregante é indicado para todos os pacientes com doença de Kawasaki após a fase febril, independentemente de ter ou não aneurisma.
Protocolos e literatura: Conforme destacado pelo Manual MSD, “Reduz-se a dose de ácido acetilsalicílico para 3 a 5 mg/kg uma vez ao dia após a criança tornar-se afebril por 4 a 5 dias”. Já a Sociedade de Pediatria de SP recomenda a redução “entre 24 a 72 horas após administração da gamaglobulina”, quando a criança estiver sem febre.
Estratégia para provas: Atenção para detalhes sobre tempo de afebrilidade e doses exatas. Questões costumam explorar datas (“após 48h afebril”), doses e indicação para aneurismas como pegadinhas. Evite confundir dose anti-inflamatória com antiagregante e não se prenda apenas ao exame laboratorial como critério de manutenção do AAS.
Resumo: Para a Doença de Kawasaki, após pelo menos 48 horas do paciente estar afebril, a dose do AAS deve ser reduzida para 3–5 mg/kg/dia, conforme diretrizes oficiais.
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