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Uma mulher de 58 anos, viúva há quatro meses, apresenta ...

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Q3948174 Terapia Ocupacional
Uma mulher de 58 anos, viúva há quatro meses, apresenta queixa de fadiga persistente, desorganização da rotina, abandono de atividades de lazer e dificuldade em realizar tarefas domésticas que antes eram compartilhadas com o cônjuge falecido. Não há sinais de transtorno mental grave. Considerando a atuação do terapeuta ocupacional, qual intervenção é mais coerente com o manejo do luto e dos sintomas associados?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A decisão estava no impacto funcional do luto: havia prejuízo nas ocupações, na rotina e no engajamento em atividades, o que exige avaliação ocupacional e reorganização gradual do cotidiano. Por isso, a alternativa D é a compatível com a base técnica.

Tema central: Luto e desempenho ocupacional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe retorno imediato às atividades anteriores e manutenção da rotina prévia sem adaptações, contrariando a necessidade de reorganização progressiva do cotidiano diante do luto.
B
Errada
Está errada porque se baseia em evitação rígida de objetos e atividades ligados ao cônjuge falecido, em vez de favorecer a ressignificação ocupacional do cotidiano.
C
Errada
Está errada porque reduz a intervenção exclusivamente a técnicas de relaxamento para fadiga, o que é insuficiente diante do prejuízo ocupacional amplo descrito no caso.
D
Certa
A alternativa D está certa porque corresponde à atuação do terapeuta ocupacional no caso apresentado: avaliar como o luto repercute nas ocupações e apoiar a reorganização gradual do cotidiano, respeitando o ritmo singular do processo. A usuária apresenta fadiga persistente, desorganização da rotina, abandono de lazer e dificuldade nas tarefas domésticas, ou seja, prejuízos diretamente ligados ao desempenho ocupacional. Assim, a conduta coerente não é impor retorno imediato ao padrão anterior nem reduzir a intervenção a uma técnica isolada, mas favorecer a ressignificação da vida diária.
E
Errada
Está errada porque exclui indevidamente o caso do campo da terapia ocupacional. A base afirma que o manejo das repercussões ocupacionais do sofrimento psíquico e de processos de vida, como o luto, integra a atuação da terapia ocupacional em saúde mental.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar o luto como algo que exige passividade, que se resolve por uma medida única ou que fica fora da terapia ocupacional. O caso pedia reconhecer o impacto ocupacional do luto e a necessidade de reorganização gradual do cotidiano.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado mostrar sofrimento sem transtorno mental grave, mas com prejuízo em rotina, autocuidado, lazer ou tarefas, procure a alternativa centrada em avaliação ocupacional e reorganização do cotidiano.
  • Desconfie de condutas rígidas no luto, como retorno imediato ao padrão anterior ou esquiva sistemática de lembranças.
  • Se a alternativa reduzir todo o manejo a uma técnica isolada, ela tende a estar errada quando o caso descreve prejuízo ocupacional amplo.
  • Não exclua a terapia ocupacional quando o problema central estiver nas repercussões funcionais e ocupacionais de um processo de vida.

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