Uma criança com dor complexa regional (distrofia simpático-r...
Gabarito comentado
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Tema central: Dor Complexa Regional (DCR/CRPS) em pediatria. Trata-se de uma dor desproporcional ao evento desencadeante, com alteração autonômica e sensorial (alodinia, hiperestesia), edema, alterações de cor/temperatura e limitação funcional. Em crianças/adolescentes, o tratamento inicial recomendado é a mobilização ativa orientada.
Alternativa correta: A – Fisioterapia
A base do manejo é fisioterapia e terapia ocupacional precoces, com exercícios graduais, dessensibilização, treino de carga/apoio e recuperação da amplitude de movimento. Objetivos: quebrar o ciclo dor–inatividade, reverter alterações autonômicas e prevenir cronificação. Revisões e diretrizes (IASP, UpToDate) enfatizam que a reabilitação ativa é o pilar do tratamento em CRPS pediátrico, muitas vezes com excelente prognóstico quando iniciada cedo.
Como identificar na prova: Palavras-chave como dor desproporcional, alodinia, mudança de cor/temperatura, edema e restrição funcional apontam para CRPS. Lembre: imobilizar piora; o foco é mobilizar.
Diagnóstico (resumo – critérios de Budapeste): Dor contínua desproporcional + sintomas em ≥3 domínios (sensorial, vasomotor, sudomotor/edema, motor/trófico) + sinais em ≥2 domínios no exame, sem melhor explicação alternativa.
Análise das alternativas incorretas
B – Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental é importante para manejo de ansiedade, catastrofização e retorno escolar, mas é coadjuvante. Não substitui a fisioterapia como primeira medida (IASP/UpToDate).
C – Anti-inflamatório “não hormonal” (AINE): A expressão correta é anti-inflamatório não esteroide. AINEs podem aliviar dor, mas têm benefício limitado e não modificam a fisiopatologia (sensibilização central/autonômica). São adjuvantes, não tratamento inicial isolado.
D – Repouso: É uma armadilha. O repouso/imersão em imobilização perpetua a dor e a disfunção. Diretrizes recomendam evitar inatividade e priorizar mobilização gradual.
E – Ciclobenzaprina: Relaxante muscular sem evidência robusta para CRPS pediátrico; pode causar sedação e não atua nos mecanismos centrais/autonômicos da síndrome. Não é primeira linha.
Conduta prática recomendada: 1) Educação do paciente/família; 2) Fisioterapia/Terapia ocupacional intensiva com dessensibilização e exercícios graduais (pilar); 3) Psicoterapia (TCC) como suporte; 4) Analgesia adjuvante (paracetamol, AINEs; casos selecionados: gabapentinoides, TCA, lidocaína tópica). Medidas invasivas ficam para refratários.
Referências: IASP (diretrizes para CRPS), UpToDate (Complex regional pain syndrome in children), literatura de reabilitação pediátrica.
Gabarito: A – Fisioterapia
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