A hipercalemia é considerada um dos distúrbios eletrolíticos...

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Q4039011 Medicina
A hipercalemia é considerada um dos distúrbios eletrolíticos mais graves e com considerável risco à vida. Assinale a alternativa correta referente a esse distúrbio.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão cobra o reconhecimento e o manejo inicial da hipercalemia grave. Nessa situação, o dado decisivo é que a administração intravenosa de sais de cálcio é medida imediata para estabilizar a membrana cardíaca, sobretudo quando há alterações eletrocardiográficas ou risco iminente de arritmia. Isso torna a alternativa C a correta.

Tema central: Hipercalemia grave
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por descrever alteração eletrocardiográfica incompatível com o padrão clássico da hipercalemia. O achado típico inclui onda T apiculada, prolongamento do PR e alargamento do QRS; portanto, diminuição do intervalo PR contraria a eletrofisiologia esperada nesse distúrbio.
B
Errada
Está errada porque mistura um possível sintoma de hipercalemia com um sinal típico de outro distúrbio. Paralisia flácida pode ocorrer na hipercalemia, mas o sinal de Chvostek é manifestação clássica de hipocalcemia. Esse confronto semiológico exclui a alternativa.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, na hipercalemia grave, o gluconato de cálcio intravenoso atua na estabilização da membrana miocárdica e reduz temporariamente o risco de arritmias fatais. O ponto central é que ele não diminui o potássio sérico; sua utilidade é antagonizar os efeitos elétricos do excesso de potássio sobre o coração.
D
Errada
Está errada pela fisiopatologia das perdas digestivas. Fístulas digestivas de alto débito no pós-operatório tendem a causar perdas hidroeletrolíticas, com destaque para hipocalemia, e não figuram como grandes causas de hipercalemia.
E
Errada
Está errada porque confunde artefato laboratorial com emergência metabólica verdadeira. Torniquete prolongado pode contribuir para pseudohipercalemia na amostra, especialmente em contexto de coleta inadequada ou hemólise, mas isso não define hipercalemia grave real com necessidade imediata de tratamento.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas: trocar o prolongamento do PR por diminuição do PR, aceitar sinal de Chvostek como se fosse de hipercalemia e confundir pseudohipercalemia de coleta com hipercalemia verdadeira ameaçadora à vida.
Dica para questões semelhantes
  • Em hipercalemia grave, pense primeiro em risco de arritmia e na medida que estabiliza a membrana cardíaca: cálcio intravenoso.
  • No ECG da hipercalemia, memorize a progressão clássica com onda T apiculada, prolongamento do PR e alargamento do QRS; diminuição do PR vai contra esse padrão.
  • Se a alternativa trouxer sinal de Chvostek, faça o diferencial com distúrbios do cálcio: esse achado aponta para hipocalcemia, não para hipercalemia.
  • Diferencie hipercalemia verdadeira de pseudohipercalemia por coleta inadequada antes de interpretar um valor isolado como emergência real.

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