Sobre a terapia adjuvante do câncer de mama HER-2 positivo, ...
Gabarito comentado
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Tema central: Terapia adjuvante no câncer de mama HER2-positivo. É fundamental conhecer as indicações, evidências e limites das principais estratégias terapêuticas empregadas nesse subtipo tumoral, que tem comportamento clínico mais agressivo e exige abordagens específicas, sobretudo o uso de drogas anti-HER2.
Análise da alternativa correta (INCORRETA): D
A alternativa D apresenta duas partes:
A primeira, ao citar o uso de trastuzumabe entansina (T-DM1) após ausência de resposta patológica completa à neoadjuvância, está correta e baseada no estudo KATHERINE, que demonstrou benefício claro dessa conduta.
Já a segunda parte afirma que não há ganho em sobrevida global. Esse ponto é equivocado: até o momento, os dados sobre sobrevida global são considerados imaturos e não se pode afirmar categoricamente a ausência de benefício. O rigor científico exige não antecipar conclusões antes de resultados definitivos. Dessa forma, a alternativa D está INCORRETA ao ser taxativa quanto à sobrevida global.
Estratégia para a prova: Desconfie de alternativas que afirmem, sem ressalvas, “não há ganho”, “nenhum benefício” ou “nunca ocorre” quando os dados ainda estão em evolução. Palavras como “exclusivo”, “sempre” ou “sem” devem ser avaliadas criticamente.
Análise das demais alternativas:
A) Indica terapia adjuvante para tumores HER2+ >5mm e/ou linfonodal. Está correta. Segundo guidelines internacionais (ASCO, NCCN) e nacionais (SBOC), há indicação para trastuzumabe adjuvante nessas situações, mesmo em tumores pequenos, dada sua agressividade biológica.
B) O uso de neratinibe adjuvante pode, de fato, aumentar a sobrevida livre de doença, sem ganho comprovado em sobrevida global até o momento. Afirmação em linha com dados do estudo ExteNET.
C) Pacientes pT1/pN0, sem neoadjuvância, podem ser tratadas com esquema paclitaxel + trastuzumabe, conforme demonstrado no estudo APT, opção válida para casos de baixo risco.
E) O pertuzumabe na adjuvância (APHINITY) mostrou benefício em sobrevida livre de doença, sem impacto na sobrevida global até agora. Correta no contexto das evidências atuais.
Resumo Estratégico: A maior pegadinha reside em aceitar como definitivo o que ainda está sob investigação; para cada conduta, relacione sempre com o grau de robustez das evidências presente nas diretrizes (como SBOC, PCDT-Ministério da Saúde, ASCO, NCCN).
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