Os inibidores de PARP fazem parte do arsenal terapêutico do ...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o uso dos inibidores de PARP (iPARP) no tratamento do câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm), focando nos critérios para uso, indicações de monoterapia e terapias combinadas, além da necessidade de ajuste de dose em populações idosas.
Justificativa da alternativa INCORRETA (C):
A alternativa C afirma que, para uso de iPARP em monoterapia, são exigidas somente alterações germinativas em genes de reparo de DNA. Essa afirmação é incorreta. Estudos clínicos e diretrizes recentes, como o estudo PROfound e as recomendações da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), determinam que mutações germinativas ou somáticas em genes como BRCA1, BRCA2 e ATM validam o uso de iPARP em monoterapia. Assim, limitar somente a alterações germinativas exclui, incorretamente, pacientes com mutações somáticas.
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. A dose de olaparibe deve ser ajustada nos pacientes idosos, especialmente se o clearance de creatinina estiver entre 30-50 ml/min, conforme indicado na bula e protocolos oficiais.
B) Correta. Segundo o estudo PROfound, olaparibe pode ser usado após falha de um novo agente hormonal, sem obrigatoriedade prévia de quimioterapia, alinhado ao atual fluxograma da SBOC.
D) Correta. Com base no estudo PROpel, a combinação de olaparibe e abiraterona pode ser usada independente do status de BRCA em primeira linha no CPRCm.
E) Correta. O estudo PROfound mostrou que somente mutações em BRCA1, BRCA2 ou ATM respondem ao olaparibe em monoterapia, não havendo benefício claro para outras alterações de reparo homólogo.
Dicas para a prova: Atenção a generalizações exageradas (“devem ser germinativas”). Leia com cuidado as indicações do uso dos iPARPs e relacione sempre com os estudos citados nas diretrizes (PROfound para monoterapia baseada em mutação; PROpel para combinação independente do status de BRCA).
Trecho relevante da SBOC: “O uso de olaparibe está indicado em pacientes com CPRCm e mutação em genes de reparo de DNA, incluindo mutações somáticas e germinativas.”
Resumo: A alternativa C está incorreta por restringir o uso de iPARP somente às alterações germinativas.
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