Relações ecológicas são as interações que ocorrem entre os s...
Nesse tipo de relação, indivíduos de espécies diferentes vivem associados, porém não são dependentes dessa associação. Um exemplo ocorre entre o caranguejo-paguro e a anêmona. Aquele vive dentro de conchas vazias, em que algumas destas fixam-se. Com o deslocamento do caranguejo, a área de alimentação da anêmona que vive fixa aumenta. Já esta, confere proteção àquele, afastando predadores, devido à presença de substâncias urticantes em seus tentáculos.
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Tema central da questão: Relações ecológicas, especificamente a interação entre espécies de diferentes organismos.
Explicação e conceito-chave: As relações ecológicas podem ser intraespecíficas (mesma espécie) ou interespecíficas (espécies diferentes). Aqui, trata-se de uma relação harmônica interespecífica, já que ambas as espécies tiram proveito da associação (caranguejo-paguro e anêmona-do-mar), mas não dependem dela para sobreviver.
Mutualismo facultativo (protocooperação) é uma relação em que ambas as espécies recebem benefícios mútuos sem que a sobrevivência de uma dependa da outra. O caranguejo obtém proteção dos tentáculos urticantes da anêmona, enquanto esta amplia sua área de alimentação ao ser transportada. Apesar do benefício mútuo, cada um pode viver isoladamente, caracterizando o mutualismo facultativo.
Estratégia de resolução: Observe palavras-chave como “não são dependentes dessa associação” e “vivem associados”, indicando que não há obrigatoriedade na relação. Isso afasta as alternativas ligadas à dependência obrigatória.
Análise das alternativas:
A) Mutualismo Obrigatório: Incorreto. Se fosse este caso, as espécies não sobreviveriam sem a associação — não é o que ocorre no exemplo.
B) Comensalismo: Incorreto. Apenas um se beneficiaria, o outro seria neutro. Aqui, ambos se beneficiam.
C) Colônia: Errado. É uma relação entre indivíduos da mesma espécie, o que não é o caso.
D) Mutualismo Facultativo: Correto! Relação harmônica, ambos se beneficiam, sem obrigatoriedade de sobrevivência. Definição clássica, presente em Amabis & Martho e Odum.
E) Amensalismo: Incorreto. Um organismo é prejudicado e o outro não é afetado. Não há prejuízo no exemplo citado.
Síntese da interpretação: O ponto-chave é identificar benefício mútuo sem dependência obrigatória. Atrapalhações comuns em provas incluem confundir mutualismo facultativo/protocooperação com mutualismo obrigatório, e confundir comensalismo por só focar em quem ganha, mas aqui ambos ganham algo — e podem viver separados.
Referências: Amabis & Martho, Odum (“Fundamentos de Ecologia”, cap. de interações ecológicas)
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